Marco Histórico

Hoje, dia 13 de dezembro de 2010 é sem dúvida um dia para entrar para minha história como um dia mais do que importante.

Agora é madrugada de domingo para segunda. Meu final de semana tinha começado perfeito, lindo. Minha sexta foi repleta de coisas boas, reencontros familiares especiais. Meu sábado começou de ressaca, mas ainda assim, perfeito, tive uma tarde perfeita, e um início  de noite quase trágico. Minha madrugada de sábado pra domingo foi horrível, e o meu dia foi cheio de tentativas frustradas da minha mãe de me animar, futebol e carrinhos e muito carinho do meu filho. Depois de algumas ligações, ombros distantes, porém presentes, aquela estranha sensação de como se houvesse um enorme buraco negro no meu estômago diminuiu, mas ainda não se foi. Ainda estou passando mal, mas em alguns dias, isso tudo sumirá.

No fim do dia, fui pegar as chaves do meu apartamento, a única coisa de bom que eu realmente fiz esse ano, pois todo o resto não deu certo. Sabe, por uns poucos minutos eu consegui esquecer o que ta acontecendo na minha vida de ruim, e talvez, se eu me jogar de cabeça e me dedicar as minhas coisas, ser um pouco mais egoista, e sim, me amar mais.

 

Dia 13 de dezembro de 2010 é uma dia para eu me lembrar para todo o sempre. Quem sabe daquyi ha alguns anos as coisas não caminhem com suas próprias pernas? Ja errei MUITO, tenho conciência disso. Todo mundo erra.

Eu volto ao ponto zero, de onde eu não deveria ter saído, só que agora, com coisas boas passando por cima das coisas ruins.

Aprendi um ditadinho muito besta ao longo da minha vida, que se aplica muito bem a esse momento: “você colhe aquilo que planta”. Metade do que colhi, apodreceu, e a outra metade ainda esta nascendo. Me arrependo de tantas coisas, outras eu realmente gostaria de esquecer. Por enquanto, deixo quardado na gaveta da memoria os momentos bons, e guardo o ruins para me lembrar de nunca mais repeti-los.

Aos amigos, ombros, companheiros, obrigada por tudo. Chorar de tristeza ou de alegria com vocês, compartilhando momentos bons e ruins faz com que eu perceba que não estou sozinha. Apesar de tudo.

 

Eu tenho duas músicas nesse momento:

 

Depeche Mode – Wrong

I was born with the wrong sign
In the wrong house
With the wrong ascendancy
I took the wrong road
That led to the wrong tendencies
I was in the wrong place at the wrong time
For the wrong reason and the wrong rhyme
On the wrong day of the wrong week
I used the wrong method with the wrong technique
Wrong
Wrong

There’s something wrong with me chemically
Something wrong with me inherently
The wrong mix in the wrong genes
I reached the wrong ends by the wrong means
It was the wrong plan
In the wrong hands
With the wrong theory for the wrong man
The wrong eyes, on the wrong prize
The wrong questions with the wrong replies
Wrong
Wrong

I was marching to the wrong drum
With the wrong scum
Pissing out the wrong energy
Using all the wrong lines
And the wrong signs
With the wrong intensity
I was on the wrong page of the wrong book
With the wrong rendition of the wrong hook
With the wrong moon, every wrong night
With the wrong tune playing till it sounded right yeah
Wrong
Wrong

Too long
Wrong

I was born with the wrong sign
In the wrong house
With the wrong ascendancy
I took the wrong road
That led to the wrong tendencies
I was in the wrong place at the wrong time
For the wrong reason and the wrong rhyme
On the wrong day of the wrong week
I used the wrong method with the wrong technique

Wrong

 

E para coisas importantes, que por erro meu, eu perdi:

 

Luiza Possi – Eu Espero

Vai sim, vai ser sempre assim
A sua falta vai me incomodar,
E quando eu não agüentar mais
Vou chorar baixinho, pra ninguém ouvir.
Vai sim, vai ser sempre assim,
Um pra cada lado, como você quis
E eu vou me acostumar,
Quem sabe até gostar de mim.
Mesmo que eu tenha que mudar
Móveis e lembranças do lugar,
O meu olhar ainda vê o seu
Me devorando bem devagar.
Vem, que eu ainda quero, vem.
Quando menos espero a saudade vem
E me dá essa vontade, vem
Que eu ainda sinto frio
Sem você é tudo tão vazio
Vem me dar essa vontade,
Vem que esse amor ainda é meu.
Troco todos os meus planos por um beijo seu
E essa noite pode terminar bem.

 

Coração

Na terra do coração passei o dia pensando – coração meu, meu coração. Pensei e pensei tanto que deixou de significar uma forma, um órgão, uma coisa. Ficou só com-cor, ação – repetido, invertido – ação, cor – sem sentido – couro, ação e não. Quis vê-lo, escapava. Batia e rebatia, escondido no peito. Então fechei os olhos, viajei. E como quem gira um caleidoscópio, vi:

Meu coração é um sapo rajado, viscoso e cansado, à espera do beijo prometido capaz de transformá-lo em príncipe.

Meu coração é um álbum de retratos tão antigos que suas faces mal se adivinham. Roídas de traça, amareladas de tempo, faces desfeitas, imóveis, cristalizadas em poses rígidas para o fotógrafo invisível. Este apertava os olhos quando sorria. Aquela tinha um jeito peculiar de inclinar a cabeça. Eu viro as folhas, o pó resta nos dedos, o vento sopra.

Meu coração é um mendigo mais faminto da rua mais miserável.

Meu coração é um ideograma desenhado a tinta lavável em papel de seda onde caiu uma gota d’água. Olhado assim, de cima, pode ser Wu Wang, a Inocência. Mas tão manchado que talvez seja Ming I, o Obscurecimento da Luz. Ou qualquer um, ou qualquer outro: indecifrável.
Meu coração não tem forma, apenas som. Um noturno de Chopin (será o número 5?) em que Jim Morrison colocou uma letra falando em morte, desejo e desamparo, gravado por uma banda punk. Couro negro, prego e piano.

Meu coração é um bordel gótico em cujos quartos prostituem-se ninfetas decaídas, cafetões sensuais, deusas lésbicas, anões tarados, michês baratos, centauros gays e virgens loucas de todos os sexos.

Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo.

Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças na janela, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se p6os. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais.

Meu coração é um anjo de pedra de asa quebrada.

Meu coração é um bar de uma única mesa, debruçado sobre a qual um único bêbado bebe um único copo de bourbon, contemplado por um único garçom. Ao fundo, Tom Waits geme um único verso arranhado. Rouco, louco.

Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.

Meu coração é uma sala inglesa com paredes cobertas por papel de florzinhas miúdas. Lareira acesa, poltronas fundas, macias, quadros com gramados verdes e casas pacíficas cobertas de hera. Sobre a renda branca da toalha de mesa, o chá repousa em porcelana da China. No livro aberto ao lado, alguém sublinhou um verso de Sylvia Plath: “Im too pure for you or anyone”. Não há ninguém nessa sala de janelas fechadas.

Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês.

Meu coração é um deserto nuclear varrido por ventos radiativos.

Meu coração é um cálice de cristal puríssimo transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos, ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro.

Meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam destruindo tudo.

Meu coração é uma planta carnívora morta de fome.

Meu coração é uma velha carpideira portuguesa, coberta de preto, cantando um fado lento e cheia de gemidos – ai de mim! ai, ai de mim!

Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Veja. Levam junto quem me ama, me levam junto também.

Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa do Cairo, sapato de sola furada, verso de Mário Quintana, vitrina vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom, cão uivando pra lua, ruína, simulacro, varinha de incenso. Acesa, aceso – vasto, vivo: meu coração teu.

Caio Fenando Abreu

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Sem música, triste, mas sem música!

Indas e Vindas do Amor

Sabe, a vida é engraçada. Hoje eu resolvi não sair, minha pseudo inspiração foi jogada pelo ralo do chuveiro, espantei o sono e decidi assistir um filme. Olhei nos meus downloads o que eu ainda não tinha assistido e bati de frente com Indas e Vindas do Amor. Pensei comigo: “ah, vai ser bom para distrair, dar sono e é mais um filme legal…” e realmente foi, só que tem um porém, consegui me surpreender no final (sendo que eu tenho uma péssima mania de adivinhas o fim dos filmes, ansiedade é um caso sério, eu sei).

Indas e Vindas do Amor conta a história de um dia dos namorados na vida de muitos casais e/ou pessoas diferentes. No estilo Simplesmente Amor e Nova York, Eu Te Amo, o filme me prendeu até o fim, é engraçado, e o final foi emocionante por uma parte em especial (e só quem me conhece e ja assistiu o filme pode matar a charada).

O longa conta com a participação de muitas estrelas, mas admito que meus preferidos são  Ashton Kutcher, Eric Dane, Julia Roberts, Anne Hathaway e Jennifer Garner… não necessariamente nessa mesma ordem. rs

O filme me surpreendeu porque não é um filme espetacular, é um filme simples, engraçado como toda comédia romântica boa e me fez parar para pensar na vida. Pois todos nós passamos por indas e vindas no amor. As pessoas gostam de ter alguém para chamar de seu. eu sei que isso é brega, mas é verdade. É bom se ter alguém para ficar chamegando na cama sem noção de hora trocando risos, como é bom ter alguém para ir ao cinema e/ou jantar fora, é bom dar e receber presente independente de se hoje é ou não dia dos namorados. Mas existem aqueles que, por comodismo ou não, gostam de estar sozinhas (eu). Não que eu não sinta falta de ter alguém, porque eu sinto, mas por enquanto eu me basto! Sim, mania de autosuficiencia, mas eu acho isso de depender sentimentalmente de alguém muito piegas, e eu não ando muito piegas ultimamente.

O filme trata de muito mais além relacionamentos entre casais, mas o principal, é que fala das várias formas de amar, independente de idade, sexo, cor, profissão e ligação. Sabe aquela coisa de “o amor da sua vida pode ter estado ao seu lado o tempo todo e você só não percebeu por estar ocupado demais tratando ele como nada a mais que seu amigo?!” Pois é, um clichê, mas como eu vi em outro filme (Tudo Pode Dar Certo), eu gosto de clichês!

Ah, a trilha sonora é bem legal também, sem contar a chatinha da Tylor Swift, é claro:

 

1. Taylor Swift – Today Was A Fairy Tale
2. Michael Franti & Spearhead – Say Hey (I Love You)
3. Jools Holland and Jamiroquai – I’m In The Mood For Love
4. Willie Nelson – On The Street Where You Live
5. Sausalito Foxtrot – Everyday
6. Jewel – Stay Here Forever
7. Ben E. King – Amor
8. Amy Winehouse – Cupid
9. Maroon 5 – The Way You Look Tonight
10. Joss Stone – 4 And 20
11. Diane Birch – Valentino
12. Nat King Cole – Te Quiero Dijeste
13. Taylor Swift – Jump Then Fall
14. Black Gold – Shine
15. Steel Magnolia – Keep On Lovin’ You
16. Leighton Meester – Somebody To Love (featuring Robin Thicke)
17. the bird and the bee – I’m Into Something Good
18. Anju Ramapriyam – Signed Sealed Delivered I’m Yours

Canção final (para um filme)

Insônia.  Onde está a novidade?! Escondida nas entrelinhas. Me pego as 4 da manhã, escrevendo, devaneando por entre listras, cortinas suicídas que se jogavam na hélice do ventilador, dançando com o vento forte que entra pela pequena fresta da janela. Um calor abafado. Um banho gelado. Uma roupa limpa. Deito, agarrada com quatro travesseiros. Exagero é o novo nome que eu dou. Deito para um lado. Viro para o outro. Onde está o sono que não quer aparecer? Do fundo de uma lembrança que eu queria deixar para trás, mas que eu mesma fui buscar quando enfiei minha mão no fundo de um buraco negro e cheio de lama com um leve odor de podre. Achei que não tinha mais fundo, e quase caí lá dentro. Com o braço sujo até o ombro, parte do colo, e o rosto, que estava molhado. Solucei, como há muito não soluçava. Agarrada ao matelasse. O verde claro, que ficou escuro, o amarelo que virou mostarda e o branco, acinzentado. O buraco imundo, inundei. Esperançosa, varri com os dedos, joguei para longe. Limo resistente, insistente. Uma hora, vai embora. Sempre vai. Agora, ja não latejava mais dolorido e sujo o maldito buraco. Linha e agulha para quem sabe costurar, para mim, tapumes ainda seriaam glamurosos. Esparadrapo serve. A disritmia ecoava. Hora tictac, hora tic, hora tac. Enchi os pulmões de ar, deixei a dor chegar, e dormi,  com a presença da velha amiga, que me visitava, mas eu não deixava passar da porta da frente,  olhando solitária pela janela embaçada. Dormi aliviada e lembrando do bem, que me fazia chorar. Chorou a filha, chorou a mulher, chorou a mãe, mas principalmente, chorou a menina.

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Relato de uma madrugada real, a passada.

E o mais incrível, que o fato todo aconteceu com uma musica só, que eu estava ouvindo agora de novo e lendo a letra, e me dei conta de que, tudo batia, e só eu não percebi, como tudo na minha vida.

Radiohead – Exit Music ( for a film )

“Wake, from your sleep
the drying of your tears
today we escape
we escape
pack, and get dressed
before your father hears us
before all hell breaks loose
breathe, keep breathing
don’t lose your nerve
breathe, keep breathing
i can’t do this alone
sing us a song, a song to keep us warm
there’s such a chill, such a chill
you can laugh
a spineless laugh
we hope your rules and wisdom choke you
now we are one
in everlasting peace
we hope that you choke, that you choke
we hope that you choke, that you choke
we hope that you choke, that you choke”

(Não preciso dizer que o video é lindo…)

To aqui me perguntando se alguém vai notar o duplo sentido espefífico em uma das frases, duvido!

Tudo acontece (aqui) em Elizabethtown

Já tinha ouvido muito falar sobre “Tudo acontece em Elizabethtown” antes de estar preparada para assistir. Um dia, qualquer que eu não me lembro, coloquei na TNT e lá estava o filme, bem no começo, dublado. Sentei, me acomodei, e relaxei. Quando o filme acabou, me dei conta do quando me identificava com Claire, a personagem de Kirsten Dunst. Tem parte cena em que ela caminha com Drew, o personagem de Orlando Bloom, em que ela diz na cena da foto abaixo:

Claire: Você e eu temos um talento especial, e eu percebi isso imediatamente!
Drew: Diga-me.
Claire: Nós somos pessoas substitutas

Bom… Identifico-me com a Claire por ela ser espontânea, ser ótima em consolar os outros, e por ela se sentir uma pessoa substituta na vida das pessoas, alguém que fica por um tempo determinado na vida de alguém, e depois ou eu me vou da vida dessa pessoa, ou essa pessoa se vai da minha vida, com possibilidades pouco prováveis de um encontro aleatório na rua. Sabe aquilo de ser importante para alguém em algum momento e depois, por algum motivo ou por motivo nenhum, não ser mais?! Tudo bem que nem nossa família fica na nossa vida para sempre, mas eu não consigo administrar isso na minha cabeça às vezes (ou sempre), mas isso de deletar alguém da sua vida, por ela ter passado, é muito complexo, não sei. Ando muito contemplativa ultimamente, até demais pro meu gosto.

ENFIM! Elizabethtown é um filme lindo, delicado, que mostra como toda família no fundo é, um se mete na vida do outro, no fundo no fundo, todo mundo se ajuda, uma relação hipócrita e genuinamente familiar. A diferença é que aqui, os velórios são mais tristes e intensos, acho que temos formas diferentes de sofrer por alguém que partiu, só isso.

A trilha sonora também é muito boa:

Volume 1

  1. It’ll All Work Out – Tom Petty and the Heartbreakers
  2. My Father’s Gun – Elton John
  3. IO (This Time Around) – Helen Stellar
  4. Come
  5. 60B (Etown Theme) – Nancy Wilson
  6. Pick Me Up – Ryan Adams
  7. Where to Begin – My Morning Jacket
  8. Long Ride Home – Patty Griffin
  9. Sugar Blue – Jeff Finlin
  10. Don’t I Hold You – Wheat
  11. Shut Us Down – Lindsey Buckingham
  12. Let It Out (Let It All Hang Out) – The Hombres
  13. Hard Times (Come Again No More) – Eastmountainsouth
  14. Jesus Was A Cross Maker – The Hollies
  15. Square One – Tom Petty
  16. Same In Any Language – I Nine

Volume 2

  1. Learning to Fly – Tom Petty and the Heartbreakers
  2. English Girls Approximately – Ryan Adams
  3. Jesus Was A Crossmaker – Rachael Yamagata
  4. Funky Nassau Pt. 1 – Beginning of the End
  5. Loro – Pinback
  6. Moon River – Patty Griffin
  7. Summerlong – Kathleen Edwards
  8. …Passing By – Ulrich Schnauss
  9. You Can’t Hurry Love – The Concretes
  10. River Road – Nancy Wilson
  11. Same in Any Language – Ruckus
  12. What Are They Doing in Heaven Today – Washington Phillips
  13. Words – Ryan Adams
  14. Big Love (Live)- Lindsey Buckingham
  15. I Can’t Get Next To You – The Temptations

Recomendo procurar e baixar a trilha, é linda, doce.

Bom, quero deixar bem claro que não estou aqui para fazer resenha de filme nenhum. Só estou mostrando o meu ponto de vista sobre o filme, e acho que Elizabethtown é um filme que todos deveriam assistir um dia.

Sexta-feira(s)

Há algum tempo que que toda sexta-feira me junto com alguns amigos e sentamos pra comemorar a chegada do final de semana. Na última sexta dia 16, enquanto conversava, me dei conta da enorme quantidade de cantores que eu aboli do meu último ano pelo simples e estúpido fato de me trazer uma lembrança ruim. Entre alguns desses cantores, estava um dos meus preferidos, Lenine. Descobri que eu não tenho quase nada dele aqui no meu PC, fiquei frustrada por ter deletado. Nos lembramos enquanto conversavamos d música “miedo”, que ele gravou com a fofíssima da Julieta Venegas, uma cantora mexicana que infelizmente é pouco conhecida no Brasil por seu trabalho, mas tem uma música gravou uma música om a Marisa Monte, que também é outra cantora que eu gosto muito de ouvir e canto uma música dela em especial toda noite pro meu pequeno dormir.

Mas, voltando a falar de Lenine, eu pergunto à você que esta perdendo o seu valioso tempo “me lendo” agora: Qual a música que mais te marcou, ou que você mais ouviu, que você gosta mais, ou te lembra alguma situação especial (seja ela boa ou ruim), ou alguém?!

Eu tenho uma, que na minha opinião, é a mais linda, mesmo sabendo que vou cair num clichê popular. Sim, paciência, que eu estou obviamente ouvindo repetidamente enquanto escrevo esse post, e que ja ja estarei terminando pois até para mim, existe limite para o meu masoquisto sentimental.

O que acontece, é que essa música tem nome, sobrenome, RG, CPF, endereço e por ai vai… e eu?! literalmente finjo ter paciencia… Não que faça alguma diferença na minha vida hoje, mas nem só de hoje se vive, e nem só de amanhãs se tem esperança. Foi apenas uma lembrança, como eu disse, boa ou ruim, são apenas lembranças.

É claro que ele tem mais trocentas músicas que podem até ser muito mais bonitas do que essa, que eu sei, mas essa fatalmente foi a que mais me marcou.

Lenine – Paciência

“Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára…

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara…

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência…

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência…

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara…

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não…

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara…

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não…

A vida não pára…”

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ATENÇÃO: Estou procurando emprego sem carteira assinada, ou um milagroso estágio para uma estudante de Comunicação Social no 1º período. Se algiém souber de algo, POR FAVOR, me manda um e-mail: karyn1306@gmail.com. OBRIGADA desde já.

Surpresas de uma noite vazia

Ja disse que eu ADORO me surpreender ouvindo algo novo?! Novo para mim, pelo menos.

Fico me perguntando como uma coisa leva a outra; Entrei em um site, onde não sei pq e ja nem me lembro mais que site foi, seu papel de parede me fez voltar a pensar em uma participação que Johnny Depp fez em um filme francês chamado “Ils se marièrent et eurent beaucoup d’enfants” (que infelizmente quase ninguém conhece, e o engraçado, que o que mais me marcou “nesse trecho do filme” foi que eles se esbarraram, eu acho, em uma loja de CD’s e ouviam Creep do Radiohead) e que me fez assistir o video do trecho do filme em que ele aparece com Charlotte Gainsbourg, que me fez pensar que eu a conhecia de algum lugar, e antes que eu pudesse me dar conta, ja tinha me lembrado de “Não Estou lá”. Quando terminei de assitir o video com o Depp, percebi que nos videos relacionados, tinham muitos só com o nome da Charlotte Gainsbourg, e lá fui eu fuçar e me deparo com a voz sussurrante dela, que de inicio, me deu uma certa agonia. Ouvi mais algumas músicas e bati de frente com JAMAIS. Achei o nome curioso, mas deixei-a pra ouvir depois e fui ouvindo outras coisas, e gostando. Enfim, voltei para JAMAIS, e o resultado foi esse post.

A-D-O-R-E-I. Gosto de ouvir coisas novas para o meu ouvido, e diferentes, mas que obviamente, me agradem.

Bom, recomendo desde já:

Charlotte Gainsbourg – Jamais

“I told you before that this is the end
You’ll never work in this town again
Jamais

You think you know me, that’s your trouble
Never fall in love with a body double
Jamais

I stick to the script and i go with the plan
And frankly my dear i never gave a damn
Jamais

Never even scratched the surface,
Though you’re picking through my bones
It’s the performance of a lifetime
It’s my only starring role
Your leading lady needs direction
Your leading lady sleeps alone

You got the surface and substance confused
Don’t believe what you read in those interviews
Jamais

I can act like i’m dumb, i can act like i’m clever
You thought that was me ? oh well, i never
Jamais

So just what is real and just what is fake ?
Well in life you never get to do a second take
Jamais

Never even scratched the surface
Though you’re picking through my bones
Though the names and dates are altered
The story’s still my own
The performance of a lifetime
My only starring role

In a cast of many thousands
No one’s essential to the plot
Every extra, every superstar
Must now vacate the lot
In the performance of a lifetime
I make the final cut”