Era uma vez em Nantes…

Hum… Tudo na minha vida, digo TUDO MESMO, tem uma trilha sonora específica (na verdade, acho que na vida de todos) . Tem gente que não se liga muito nisso, mas pra mim, é fundamental que haja uma lembrança sonora e se, por acaso não houver, alguma música com certeza vai me fazer lembrar. É mais ou menos como quando a gente sente o cheiro de alguma coisa gostosa que ja comeu, e se lembra do gosto, e possivelmente se lembra de uma vez agradável, uma ocasião especial, ou simplesmente tem aquela sensação feliz.

É, eu não sei se estou sendo muito feliz em buscar a cada musica que eu ouço um elemento que se encaixe adequadamente. To naquela fase que a gente se identifica com o personagem do filme, e chora junto com ele, mesmo quando ele não tem muita coisa a ver com a gente, mas de alguma forma, faz todo sentido do mundo e então.. toca aquela música que ajuda mais ainda nas lágrimas e por mais idiota ou não que o filme seja, vc ta ali, passa de espectador a ator principal, sem sair do lugar, e imaginando aquela chuva toda com carro quebrado depois de uma discussão e mais chuva um bar que estava relativamente vazio e do nada fica cheio com vc cantando emcima do balcão, feliz…. Ou aquele imenso parque Irlandes com tantas cores e vc caminha, com frio, e depois de tomar aquela cerveja e ir em direção do destino, ele canta olhando pra você como se depois daquilo não houvesse mais nada… musica… O que seria dos filmes sem uma boa trilha sonora?

Eu realmente estou surtando e não é de hoje, mas com muita fé que dias melhores virão.

Ta… até onde eu sei, essa música não tá em filme nenhum, mas ta na trilha sonora da minha vida. Deixando claro, que eu defino Beirut como uma banda com músicas pra ouvir e sentir, é quase como ver a música e toca-la… enfim!

PS:  Esse não é o meu video preferido que eles fizeram dessa música, mas esse tem todo um toque especial pelo improviso. Tô até sem saber como definir, só assistindo memso.

Beirut – Nantes

Well it’s been a long time, long time now
Since I’ve seen you smile
And I’ll gamble away my fright
And I’ll gamble away my time
And in a year, a year or so
This will slip into the sea
Well it’s been a long time, long time now
Since I’ve seen you smile

Nobody raise your voices
Just another night in Nantes
Nobody raise your voices
Just another night in Nantes


A linha tênue

IMPRESSIONANTE como as pessoas são descartáveis hoje em dia. Eu ando vendo algumas coisas por ai que me deixam, de queixo caído. Eu realmente devia me importar menos, mas não dá, eu realmente fico frustrada com a quantidade de mentiras que a gente fala quando não tem nada a dizer, ou quer se “expressar” na hora errada ou alguma coisa do tipo.

Eu tenho um amiga (A*, vamos chamá-la assim ) que tinha um namorado (B*). Tudo começou muito rápido, um pseudo encanto mútuo, ela se entregando todo, e ele segurando o “frio de mão” dele. Eu a avisei: A*, acho melhor você não se entregar tanto, talvez isso seja apenas euforia, é a primeira vez que você “acha” que ama alguém de verdade, e eu, aposto que você disse que amava todos as outros… Mas ela não me ouviu, disse que sabia o que estava fazendo (é, ela é daquele tipo de menina que acha que sabe tudo da vida, mas não sabe porra nenhuma, e se acha a mais fodona, mas na verdade, nem é tão bonita quanto acha que é). Um belo dia, B*, cansado do jeito e A* e da não notada anteriormente, ou apenas ignorada diferença entre os dois, joga a merda no ventilador, e diz que quer terminar. A* por sua vez, desesperado pede que B* repense em tudo o que viveram juntos, e aqueles papinhos de menina-namoro-de-portão que faz o tipo “eu sou puritana” mas é tudo mentira. B* não suporta mais aquela vida monótona, onde nada acontece, onde tudo é sempre igual, a mesma coisa, sem muita emoção, riscos, frio no estômago, e me pede conselhos. Eu, disse: B*, não adianta você empurrar com a barriga, ta na sua cara que você não ta feliz, e a A* ta fazendo de conta que não vê porque não quer perder você, pra ninguém mais sofrer, repense na sua vida e descubra dentro de você a solução (eu sempre filosofo quando o problema não é meu).

Passado um tempo, que eu fiquei sem falar com ambos, fiquei sabendo por B* a respeito do término do namorico. Ele me disse que tinha sido tudo tranqüilo, que A* não deu o ataque de pelanca que ele achou que ela fosse dar, mas que até eles chjegarem a uma conclusão, ela o chamou de bêbado, cabeça-fraca, infiel e outras coisas, mas logo em seguida disse que não podia viver sem ele, sem o sorriso dele, sem tocar a pele dele, aquelas coisas bem piegas. Mas B* não ligou pois já estava em outra há muito tempo, não tanto tempo, mas tempo suficiente pra ver que A* nunca o tinha feito feliz, muito pelo contrário.

Aí vem onde eu queria chegar. Menos de um mês depois, A* já esta em outra, dizendo pros 4 ventos, que conheceu alguém tão enigmática quanto ela é (ta, eu sou amiga pra caralho dela, mas ela não tem absolutamente nada de enigmática, é falsa, totalmente previsível e sem graça, mas…) todas as amiguinhas e amigos dela, que diziam adorar o B*, simplesmente o ignoram, e fazem de conta que ele simplesmente não existe fora outras coisas que não vem ao caso. Quem me contou isso tudo?! B* rindo comigo num esbarrão na rua, ai ele me pergunto: Ka, onde está aquele amor todo que ela dizia sentir por mim?! Eu não to sentindo a menor falta, e você sabe que não, mas como as pessoas são descartáveis, e se diz EU TE AMO como quem diz “bom dia”. Ai eu disse pra ele: É meu querido, amor de verdade, na minha opinião, não existe só porque a gente diz para a outra pessoa que ele existe, tem que sentir com todos os nossos sentidos e desenvolver mais alguns. Isso de amor de revista Capricho, não dá!

A* parece estar feliz. B*… Ah… ele ta ele sempre foi e de uma maneira que jamais deveria deixar de ser. Na verdade, eu sinto pena dela, muita pena MESMO, e digo isso na cara dela, e o pior, é que ela concorda, mas não faz nada para mudar, engraçado, né?!

Essa, foi apenas, uma história verdadeira, de um pseudo casal, que embora muitas pessoas tenham avisado, nunca deveriam ter se juntado prque jamais dariam certo de verdade.

Hoje em dia não se ama como antigamente. Sinceramente, eu acho que o amor não mudou, mas a forma de amar que sim. Continuamos num mundo hipócrita, mas antigamente, era antigamente, com todos aqueles problemas em se quebrar as regras que nos dias de hoje já não se existe mais. Tem gente que confunde as coisas, e tem gente que tem certeza.

Não tem muito isso, de certo e errado nessas horas, mas eu acho que primeiro, a gente tem que sentir o amor, dentro das nossas vísceras, em cada poro, ou pelo do nosso corpo, amar com a alma, com o corpo e com a mente, amar com a pele, com o gosto, com o cheiro, amar só de olhar, de conversar, de agradar a convivência, de não ter vergonha, amar a reciprocidade, amar o calor, o olhar, o sorriso, o jeito como quem amamos abre e fecha os olhos, amar o jeito como gesticula enquanto fala, ou como desarruma o cabelo quando ta pensando, amar por um todo, observar cada detalhe, e amar tudo, principalmente os defeitos, não gostar, mas amar, aprender a conviver. Ah… Sem esquecer-se do melhor amor de todos, o mais precioso… O AMOR PRÓPRIO!

Eu tenho uma forma muito esquisita de amar as pessoas, mas quando amo… amo de verdade, com intensidade, paixão, seja qual for o tipo de amor, eu amo MESMO, não digo bom dia simplesmente…E, não tenho problemas em dizer pro mundo todo que amo, mesmo isso incomodando uns e outros. Amo aqueles que merecem meu amor, e só…

CHEGA de falar de amor, JÁ DEU!

E, não vou colocar uma letra de musica hoje, só a música, que pra mim, diz MUITA COISA!

“…muita gente já ultrapassou, a linha entre o prazer e a dependência…”


E mais um ano…

Quando nossa mãe está grávida, ela provavelmente deve ter feito as contas, pra saber em que dia, nós nasceríamos, certo?! Eu planejei para que meu filho nascesse no dia que nasceu. Não era o dia que eu queria (13/08), mas foi no dia que foi a segunda opção por causa das semanas e blá blá blá…

Tem gente, que programa pro filho nascer em um dia, mas o apressadinho nasce antes. Eu, por exemplo, nasci com 13 dias de atraso, num dia 13 com 13 horas em trabalho de parto. Coitada da minha mãe sofreu horrores.

Mas eu to aqui hoje, depois de certo tempo sem fazer um postzinho que fosse pra contar “uma estória”.

No feriado da proclamação da republica de 2007, fui eu “acampar” na antiga mansão Foster. Chegando lá, conheci um certo baiano, cheio das malemolências, com uma garrafa de Bohemia na mão, tirando onda comigo, só porque conhecia a “Senhora Foster” a mais tempo que eu; Rimos, choramos, bebemos, jogamos, todos, o feriado inteiro e em um momento de brincadeira, nos apelidamos, com uma forma muito carinhosa, que, certamente, nos chamaremos pela vida inteira. Fiz, nesse feriado, um amigo que a vida me deu de presente, e eu agradeço muito por isso, na verdade, “a culpa sempre é de Dadal”, certo?

Meu Devasso preferido, hoje é o seu dia, e embora eu não seja de ficar me expressando publicamente, eu amo você, seu baianinho safado, que me ajudou a ter as férias mais incríveis do mundo, e que as próximas férias, estejamos juntos novamente. Aproveite bastante, se divirta, comemore por varios dias, beba, alopre, você pode! 😀

Obrigada por me indicar filmes e bandas fodas, ter as conversas mais loucas, e sempre me ligar quando esta amanhecendo (ou não). Obrigada pelos conselhos, pelas palavras, obrigada por todos os momentos, ta?! AMO VOCÊ!

P-A-R-A-B-É-N-S Devasso, por mais um ano de vida e por nos proporcionar a sua companhia, mesmo, no meu caso, estando longe!

E… Pra não faltar, a música, de uma banda que a gente AMA, certo?!

Queens of the stone age – The lost of kepping a secret

Well I’ve got a secret, I cannot say
A modern movement to give it away
You’ve got somethin that I understand
Hold it in tightly, call on command
Leap of faith, do you doubt?
Cut you in I just cut you out

Whatever you do
Don’t tell anyone
Whatever you do
Don’t tell anyone

Look for reflections, in your face
Canine devotion, time can’t erase
Out on the corner or locked in your room
I never believe them and I never assume
Stuck in believe, there is a lie
Promise is promise, an eye for an eye
But we’ve got something to reveal
No one can know how we feel

I think you already know
How far I’d go not to say
You know the art isn’t gone
And I’m taking our song to the grave.