A linha tênue

IMPRESSIONANTE como as pessoas são descartáveis hoje em dia. Eu ando vendo algumas coisas por ai que me deixam, de queixo caído. Eu realmente devia me importar menos, mas não dá, eu realmente fico frustrada com a quantidade de mentiras que a gente fala quando não tem nada a dizer, ou quer se “expressar” na hora errada ou alguma coisa do tipo.

Eu tenho um amiga (A*, vamos chamá-la assim ) que tinha um namorado (B*). Tudo começou muito rápido, um pseudo encanto mútuo, ela se entregando todo, e ele segurando o “frio de mão” dele. Eu a avisei: A*, acho melhor você não se entregar tanto, talvez isso seja apenas euforia, é a primeira vez que você “acha” que ama alguém de verdade, e eu, aposto que você disse que amava todos as outros… Mas ela não me ouviu, disse que sabia o que estava fazendo (é, ela é daquele tipo de menina que acha que sabe tudo da vida, mas não sabe porra nenhuma, e se acha a mais fodona, mas na verdade, nem é tão bonita quanto acha que é). Um belo dia, B*, cansado do jeito e A* e da não notada anteriormente, ou apenas ignorada diferença entre os dois, joga a merda no ventilador, e diz que quer terminar. A* por sua vez, desesperado pede que B* repense em tudo o que viveram juntos, e aqueles papinhos de menina-namoro-de-portão que faz o tipo “eu sou puritana” mas é tudo mentira. B* não suporta mais aquela vida monótona, onde nada acontece, onde tudo é sempre igual, a mesma coisa, sem muita emoção, riscos, frio no estômago, e me pede conselhos. Eu, disse: B*, não adianta você empurrar com a barriga, ta na sua cara que você não ta feliz, e a A* ta fazendo de conta que não vê porque não quer perder você, pra ninguém mais sofrer, repense na sua vida e descubra dentro de você a solução (eu sempre filosofo quando o problema não é meu).

Passado um tempo, que eu fiquei sem falar com ambos, fiquei sabendo por B* a respeito do término do namorico. Ele me disse que tinha sido tudo tranqüilo, que A* não deu o ataque de pelanca que ele achou que ela fosse dar, mas que até eles chjegarem a uma conclusão, ela o chamou de bêbado, cabeça-fraca, infiel e outras coisas, mas logo em seguida disse que não podia viver sem ele, sem o sorriso dele, sem tocar a pele dele, aquelas coisas bem piegas. Mas B* não ligou pois já estava em outra há muito tempo, não tanto tempo, mas tempo suficiente pra ver que A* nunca o tinha feito feliz, muito pelo contrário.

Aí vem onde eu queria chegar. Menos de um mês depois, A* já esta em outra, dizendo pros 4 ventos, que conheceu alguém tão enigmática quanto ela é (ta, eu sou amiga pra caralho dela, mas ela não tem absolutamente nada de enigmática, é falsa, totalmente previsível e sem graça, mas…) todas as amiguinhas e amigos dela, que diziam adorar o B*, simplesmente o ignoram, e fazem de conta que ele simplesmente não existe fora outras coisas que não vem ao caso. Quem me contou isso tudo?! B* rindo comigo num esbarrão na rua, ai ele me pergunto: Ka, onde está aquele amor todo que ela dizia sentir por mim?! Eu não to sentindo a menor falta, e você sabe que não, mas como as pessoas são descartáveis, e se diz EU TE AMO como quem diz “bom dia”. Ai eu disse pra ele: É meu querido, amor de verdade, na minha opinião, não existe só porque a gente diz para a outra pessoa que ele existe, tem que sentir com todos os nossos sentidos e desenvolver mais alguns. Isso de amor de revista Capricho, não dá!

A* parece estar feliz. B*… Ah… ele ta ele sempre foi e de uma maneira que jamais deveria deixar de ser. Na verdade, eu sinto pena dela, muita pena MESMO, e digo isso na cara dela, e o pior, é que ela concorda, mas não faz nada para mudar, engraçado, né?!

Essa, foi apenas, uma história verdadeira, de um pseudo casal, que embora muitas pessoas tenham avisado, nunca deveriam ter se juntado prque jamais dariam certo de verdade.

Hoje em dia não se ama como antigamente. Sinceramente, eu acho que o amor não mudou, mas a forma de amar que sim. Continuamos num mundo hipócrita, mas antigamente, era antigamente, com todos aqueles problemas em se quebrar as regras que nos dias de hoje já não se existe mais. Tem gente que confunde as coisas, e tem gente que tem certeza.

Não tem muito isso, de certo e errado nessas horas, mas eu acho que primeiro, a gente tem que sentir o amor, dentro das nossas vísceras, em cada poro, ou pelo do nosso corpo, amar com a alma, com o corpo e com a mente, amar com a pele, com o gosto, com o cheiro, amar só de olhar, de conversar, de agradar a convivência, de não ter vergonha, amar a reciprocidade, amar o calor, o olhar, o sorriso, o jeito como quem amamos abre e fecha os olhos, amar o jeito como gesticula enquanto fala, ou como desarruma o cabelo quando ta pensando, amar por um todo, observar cada detalhe, e amar tudo, principalmente os defeitos, não gostar, mas amar, aprender a conviver. Ah… Sem esquecer-se do melhor amor de todos, o mais precioso… O AMOR PRÓPRIO!

Eu tenho uma forma muito esquisita de amar as pessoas, mas quando amo… amo de verdade, com intensidade, paixão, seja qual for o tipo de amor, eu amo MESMO, não digo bom dia simplesmente…E, não tenho problemas em dizer pro mundo todo que amo, mesmo isso incomodando uns e outros. Amo aqueles que merecem meu amor, e só…

CHEGA de falar de amor, JÁ DEU!

E, não vou colocar uma letra de musica hoje, só a música, que pra mim, diz MUITA COISA!

“…muita gente já ultrapassou, a linha entre o prazer e a dependência…”


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