All you need is love…

Tô meio perdida. Tanta coisa pra “dizer”, mas nem sei por onde começar…

Eu planejei o mês inteiro, uma coisa. Eu ia passar o feriado da páscoa na casa da minha menina, com meu monstro preferido e a pimenta do meu reino. Ia ser tudo lindo, ia ser tudo perfeito, mas tudo virou do avesso. Meu reino caiu, puxaram o tapete que estava embaixo de meus pés como quem puxa a toalha de mesa com coisas em cima sem a intenção de derruba-las, com extrema rapidez, mas tudo que estava lá caiu em câmera lenta no chão e o unico som, no fim das contas, foi o choro de uma criança esquecida sozinha em um quarto vazio, frio e escuro, totalmente escuro.

O pior de tudo isso, é apenas descobrir que mais uma vez não fui eu que desisti de tentar. Mas eu não quero começar pelo fim, literalmente falando.

Estou eu, pensando “vai ser uma merda conseguir dormir na porra do ônibus”, e eis que aparece um ser muito louco na minha vida, sente do meu lado, e começa a conversar comigo se mostrando um excelente companheiro para essa possivel insone viagem noite a dentro. o que me faz pensar o quão louca é a vida, que insere pessoas que possivelmente nós so veremos naquele dia, e elas se tornam amigas de infancia, contando toda a sua vida. Possivelmente eu não o veja nunca mais, ou veja, quem sabe…

Meu monstrinho me esperava na rodoviária, e de lá, fizemos a surpresa para nossa menina, que ficou extremamente feliz com a minha surpreendente aparição. Foi um dia cheio de bons acontecimentos. Risos, MUITOS risos, seguidos de doritos (semnpre o doritos) com vodka, jogatina, musica boa,  reecontros e pedidos de desculpas. Mas eu me sentia um pouco vazia, embora estivesse transbordando de felicidade pela companhia. Dias antes dessa viagem, eu ja sentia que algo de ruim aconteceria, mas talvez eu nao estivesse atenta o suficiente. A distancia naquele momento talvez fosse mais distante ainda. Os dias foram passando. Dias INCRÍVEIS, que só me fizeram ter certeza de algo que eu ja sabia, mas não aceitasse por completo, sei lá. Eu deveria estar totalmente feliz, deveria.

Depois de dias maravilhosos, uma despedida chorosa, uma silenciosa e uma cheia de promessas jogadas no ar para serem agarradas (ou não) tudo depende do ponto de vista. Não gosto de dizer tchau, adeus, até logo e derivados, mesmo elas sendo necessárias em determinados momentos. Meu coração apertou, e eu senti que aquele dia ainda estava começando com coisas “ruins”.

Chegando na segunda etapa da minha viagem, nada mudou, nada. Prssoas e coisas e lugares, tudo do mesmo jeito que eu deixei da última vez que aqui estive. Mas isso, de fato, nao me importae nunca vai me importar, ja me acostumei. O problema, foi quando o dia terminou, a noite chegou e eu sentei na frente do pc, pra dar sinal de vida.

Não foi necessario mais do que algumas poucas palavras pra eu saber onde tudo terminaria. Chorei feito criança, fiquei sem ar, desesperada de verdade, queria morrer. Li o que eu ja sabia. So tive mais certeza de tudo ainda. Depois de “entender” que perdi meu chão, me senti de volta no maior dos paradoxos novamente. Tô confusa, por todos os ultimos acontecimentos, e pelos antigos. Pecando pelo mesmo erro, depois de tanto tempo.

Mas de uma coisa, eu tenho certexa, e me orgulho. Não fui eu que desisti. Na verdade, não ha uma desistencia. Mas uma vez sou refém do maldito tempo. Preciso aceitas, entender, administrarm tudo aqui dentro e ver onde tá aquilo que eu quero de verdade, mesmo que a minha felicidade, esteja em ficar sozinha.

Dramas à parte, não vou mentir, to sofrendo paracaralho. E é só isso que tenho a dizer, mesmo querendo gritar pro mundo o que se passa aqui dentro. Vou reservar meus sentimentos so para quem tem que saber deles.

Eu, nesse momento, só posso garantir, que eu estarei sempre aqui, e que amo com todos os poros do meu corpo, e é magnifico sentir a cor do vento e ver o gosto que ele tem, depois que senti que o amor não era só meu, mesmo com todos os problemas, ele permanece, fica aqui e está encrostado no meu coração.

Eu amo você, e preciso do seu amor. Só isso. Preciso de você “aqui” comigo, seja lá onde esse “aqui” for.

Enjoy de Silence

Hoje eu não tenho “nada” a dizer. Meu finde não foi muito feliz, mas deu pra rir de algumas coisas. Mas não quero falar sobre isso.

Vou falar de…  MÚSICA só pra variar! 😀

Ha anos atrás, eu conheci uma banda chamada Launa Coil, uma banda de Metal Gotico formada na Itália, mas precisamente, em Milão em 1996. Suas influências maiores são Type O Negative, In Falmes e (a minha favorita) Depeche Mode. A banda tem dois vocalistas, Cristina Scabbia e Andrea Ferro, Dois guitarristas, Marco Biazzi e Marco Coti Zelati e um bateterista Cristiano Mozzati. Preciso deixar registrado que, Cristina Scabbia além de ser uma excelente cantora, possui uma beleza invejável aos 37 anos.

Passei ao final da adolescencia ouvindo Lacuna Coil e cantava até uma música deles (Stars) na banda que eu tive ha uns anos atrás.  Mas a música deles que eu mais AMO, é cover do Depeche Mode.

Eu gostaria imensamente que a letra dessa música estivesse certa nesse momentos, mas infelizmente “…All I ever wanted, all I ever needed
Is here, in my arms…”
não me percente.

Então, apreciem o silencio.

Enjoy the Silence

Words like violence, break the silence
Come crashing in into my little world
Painful to me, pierce right through me
Can’t you understand, oh, my little girl

All I ever wanted, all I ever needed
Is here, in my arms
Words are very, uneccessary
They can only do harm

Vows are spoken to be broken
Feelings are intense, words are trivial
Pleasures remain, so does the pain
Words are meaningless and forgettable

All I ever wanted, all I ever needed
Is here, in my arms
Words are very, uneccessary
They can only do harm

All I ever wanted, all I ever needed
Is here, in my arms
Words are very, uneccessary
They can only do harm

All I ever wanted, all I ever needed
Is here, in my arms
Words are very, uneccessary
They can only do harm

Enjoy the silence…
Enjoy the silence…
Enjoy the silence…
Enjoy the silence…

Todo dia ela faz tudo sempre igual…

Enfim algo lhe deu sono. Não que o filme fosse ruim. Ela foi dormir, na hora em que muitos se levantavam para estudar, ou trabalhar. Três horas depois ela acorda e a primeira coisa que pensa é que gostaria de voltar no tempo e matar Grambel antes que ele inventasse o telefone, mesmo que provavelmente alguém viesse a fazer isso mais pra frente. Não sei por que ela ainda atende ao telefone, na maioria das vezes, é engano. Deita novamente, fecha os olhos, nada. Vira de um lado para o outro, e nada. Resolveu não insistir, levantar, fazer o agradável primeiro xixi do dia, escovar os dentes e tomar café, mas é impedida por um abraço pequeno e macio que a derruba na cama de novo, enchendo-a de lambidas enquanto suas perninhas eufóricas não param de balançar e suas galochas acertam a canela dela. Ela ri quando percebe que a única coisa que ele esta vestindo é uma cuequinha boxer, vermelha d homem-aranha que combinam com as benditas galochas, um chapéu colorido e fazia das mãozinhas pistolas imaginárias enquanto gritava “mamãe, eu sou um cowboy, você viu meu cavalo por ai?” e sai correndo antes mesmo que ela pudesse responder. O telefone toca novamente. Ela realmente não quer atender ao telefone, mas pensa que, ou pode ser importante, ou pode ser ele, mas ainda não foi dessa vez. Vai para a sala, se sentindo um zumbi sendo arrastado por correntes e vê que passou um furação por ali.Fecha os olhos, respira fundo, ri para dentro, se vira para entrar na cozinha e tropeça em um carrinho com rodas enormes que apareceu do nada e instantaneamente para de rir por dentro e faz uma careta visivelmente irritava. Toma um café com leite frio. Se lembra que precisa ir pra rua, e resolve tentar despertar tomando um banho. Ajuda, mas não resolve. Se arruma, a abre as cortinas pra deixar o sol entrar, mas não tem sol e diz em voz alta “ São Pedro ta com mania de limpeza, só pode… é nessas horas que eu gostaria de ter uma galocha também”. Pega a bolsa, dá um beijo na mãe, no filho e bate a porta atrás de si. Volta e lembra que esqueceu o dinheiro da passagem. Chega à rua e se sente extremamente feliz por sentir uma brisa gelada batendo no rosto. Coloca os óculos escuros, prende os cabelos, coloca os fones de ouvido, e aperta o play e começa a caminhar: The Verve – Bittersweet Simphony. ” ‘Cause it’s a bittersweet symphony, this life/ Try to make ends meet/ You’re a slave to money then you die/ I’ll take you down the only road I’ve ever been down/ You know the one that takes you to the places/ where all the veins meet yeah…”. Ela sentiu uma vontade de comer sem parar, gritar, pular, parecia uma dimensão paralela. Poucas pessoas percebem o verdadeiro poder que a música influi em cada momento. Ela sabe apreciar muito quando isso acontece. Entra no ônibus e senta no assento da janela que já está devidamente aberta e ela fica feliz por não ter que se dar ao trabalho de ter que abri-la. Uma súbita sensação de que as coisas mudariam fez com que um sorriso enorme preenchesse o rosto dela. Começou a tocar Deftones – Chenge (In the house of files) “…I watched a change in you/ It’s like you never had wings/ Now you feel so alive/ I’ve watched you change …”. Se houve em algum momento uma dúvida de que as coisas realmente mudariam, essa duvida passou. Desceu do ônibus, olhou de um lado para o outro da calçada, andou na direção contrária de algumas pessoas que caminhavam a sua frente e pensou o quanto gostava do centro da cidade, tanto de dia, quando de noite. Ela fez o que tinha que fazer, sentindo-se em casa e segura de si, mesmo tendo um jeitinho só dela de ser desastrada. Entrou no elevador para ir embora, se achou bonita ao olhar seu descabelamento no espelho, sorriu para a câmera de segurança, foi colocar o fone de ouvido e ficou frustrada ao lembrou que a bateria do telefone onde as musicas estavam, tinha acabado quando ela tentou tirar uma foto da vista do prédio comercial onde ela estava para mandar pra ele: Pão de Açúcar. O resto do dia foi sem importância, e sem música. Estava lá na hora de pegar o pequeno grande homem no final da aula. Abaixou-se enquanto ele vinha correndo na direção dela batendo com a mochila nas pessoas pelo seu caminho e não se importando com isso. Ele queria brincar mais, mas a chuva não deixou. Ele ganhou um pirulito que no final virava chiclete e os dois riram de suas línguas avermelhadas. Eles brincam de bola, ele quebra um bibelô, ele chora. Ela coloca ele no colo e pede pra ele parar de chorar e que ela não ia brigar, mas quando ela percebe, ela já estava longe, começando a ter espasmos de inicio de sono. Ela beija a cabeça dele e as macias bochechas rechonchudas antes de ele ir para a cama. Ela come uma sopa quentinha com sua mãe enquanto assiste TV com suas desgraças cotidianas e pensa no dia agradável que teve sozinha. Ela levanta, vai a cozinha, bebe um copo de água. Vai para o quarto, e se senta na cadeira que fica em frente ao PC. Ela sente saudades dele. Ela sente saudade dos amigos. Ela sente um frio no estômago e uma sensação de como se estivessem o espremendo. Ela se sente sozinha. Ela escreve, desabafa, ouve muitas musicas, uma em especial, repetidamente. Mata um pouco da saudade. Suspira. Pensa que já está no meio da madrugada, mas a merda do sono não vem. Hora de deitar, mesmo sem dormir e sentindo que seus olhos ainda não estão prontos para se fechar. Ela deita, e deixa que o sonho a leve pela mão. O telefone toca. Ja é dia, e ela quer esganar Alexander Grambel mais uma vez.