Marco Histórico

Hoje, dia 13 de dezembro de 2010 é sem dúvida um dia para entrar para minha história como um dia mais do que importante.

Agora é madrugada de domingo para segunda. Meu final de semana tinha começado perfeito, lindo. Minha sexta foi repleta de coisas boas, reencontros familiares especiais. Meu sábado começou de ressaca, mas ainda assim, perfeito, tive uma tarde perfeita, e um início  de noite quase trágico. Minha madrugada de sábado pra domingo foi horrível, e o meu dia foi cheio de tentativas frustradas da minha mãe de me animar, futebol e carrinhos e muito carinho do meu filho. Depois de algumas ligações, ombros distantes, porém presentes, aquela estranha sensação de como se houvesse um enorme buraco negro no meu estômago diminuiu, mas ainda não se foi. Ainda estou passando mal, mas em alguns dias, isso tudo sumirá.

No fim do dia, fui pegar as chaves do meu apartamento, a única coisa de bom que eu realmente fiz esse ano, pois todo o resto não deu certo. Sabe, por uns poucos minutos eu consegui esquecer o que ta acontecendo na minha vida de ruim, e talvez, se eu me jogar de cabeça e me dedicar as minhas coisas, ser um pouco mais egoista, e sim, me amar mais.

 

Dia 13 de dezembro de 2010 é uma dia para eu me lembrar para todo o sempre. Quem sabe daquyi ha alguns anos as coisas não caminhem com suas próprias pernas? Ja errei MUITO, tenho conciência disso. Todo mundo erra.

Eu volto ao ponto zero, de onde eu não deveria ter saído, só que agora, com coisas boas passando por cima das coisas ruins.

Aprendi um ditadinho muito besta ao longo da minha vida, que se aplica muito bem a esse momento: “você colhe aquilo que planta”. Metade do que colhi, apodreceu, e a outra metade ainda esta nascendo. Me arrependo de tantas coisas, outras eu realmente gostaria de esquecer. Por enquanto, deixo quardado na gaveta da memoria os momentos bons, e guardo o ruins para me lembrar de nunca mais repeti-los.

Aos amigos, ombros, companheiros, obrigada por tudo. Chorar de tristeza ou de alegria com vocês, compartilhando momentos bons e ruins faz com que eu perceba que não estou sozinha. Apesar de tudo.

 

Eu tenho duas músicas nesse momento:

 

Depeche Mode – Wrong

I was born with the wrong sign
In the wrong house
With the wrong ascendancy
I took the wrong road
That led to the wrong tendencies
I was in the wrong place at the wrong time
For the wrong reason and the wrong rhyme
On the wrong day of the wrong week
I used the wrong method with the wrong technique
Wrong
Wrong

There’s something wrong with me chemically
Something wrong with me inherently
The wrong mix in the wrong genes
I reached the wrong ends by the wrong means
It was the wrong plan
In the wrong hands
With the wrong theory for the wrong man
The wrong eyes, on the wrong prize
The wrong questions with the wrong replies
Wrong
Wrong

I was marching to the wrong drum
With the wrong scum
Pissing out the wrong energy
Using all the wrong lines
And the wrong signs
With the wrong intensity
I was on the wrong page of the wrong book
With the wrong rendition of the wrong hook
With the wrong moon, every wrong night
With the wrong tune playing till it sounded right yeah
Wrong
Wrong

Too long
Wrong

I was born with the wrong sign
In the wrong house
With the wrong ascendancy
I took the wrong road
That led to the wrong tendencies
I was in the wrong place at the wrong time
For the wrong reason and the wrong rhyme
On the wrong day of the wrong week
I used the wrong method with the wrong technique

Wrong

 

E para coisas importantes, que por erro meu, eu perdi:

 

Luiza Possi – Eu Espero

Vai sim, vai ser sempre assim
A sua falta vai me incomodar,
E quando eu não agüentar mais
Vou chorar baixinho, pra ninguém ouvir.
Vai sim, vai ser sempre assim,
Um pra cada lado, como você quis
E eu vou me acostumar,
Quem sabe até gostar de mim.
Mesmo que eu tenha que mudar
Móveis e lembranças do lugar,
O meu olhar ainda vê o seu
Me devorando bem devagar.
Vem, que eu ainda quero, vem.
Quando menos espero a saudade vem
E me dá essa vontade, vem
Que eu ainda sinto frio
Sem você é tudo tão vazio
Vem me dar essa vontade,
Vem que esse amor ainda é meu.
Troco todos os meus planos por um beijo seu
E essa noite pode terminar bem.

 

Coração

Na terra do coração passei o dia pensando – coração meu, meu coração. Pensei e pensei tanto que deixou de significar uma forma, um órgão, uma coisa. Ficou só com-cor, ação – repetido, invertido – ação, cor – sem sentido – couro, ação e não. Quis vê-lo, escapava. Batia e rebatia, escondido no peito. Então fechei os olhos, viajei. E como quem gira um caleidoscópio, vi:

Meu coração é um sapo rajado, viscoso e cansado, à espera do beijo prometido capaz de transformá-lo em príncipe.

Meu coração é um álbum de retratos tão antigos que suas faces mal se adivinham. Roídas de traça, amareladas de tempo, faces desfeitas, imóveis, cristalizadas em poses rígidas para o fotógrafo invisível. Este apertava os olhos quando sorria. Aquela tinha um jeito peculiar de inclinar a cabeça. Eu viro as folhas, o pó resta nos dedos, o vento sopra.

Meu coração é um mendigo mais faminto da rua mais miserável.

Meu coração é um ideograma desenhado a tinta lavável em papel de seda onde caiu uma gota d’água. Olhado assim, de cima, pode ser Wu Wang, a Inocência. Mas tão manchado que talvez seja Ming I, o Obscurecimento da Luz. Ou qualquer um, ou qualquer outro: indecifrável.
Meu coração não tem forma, apenas som. Um noturno de Chopin (será o número 5?) em que Jim Morrison colocou uma letra falando em morte, desejo e desamparo, gravado por uma banda punk. Couro negro, prego e piano.

Meu coração é um bordel gótico em cujos quartos prostituem-se ninfetas decaídas, cafetões sensuais, deusas lésbicas, anões tarados, michês baratos, centauros gays e virgens loucas de todos os sexos.

Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo.

Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças na janela, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se p6os. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais.

Meu coração é um anjo de pedra de asa quebrada.

Meu coração é um bar de uma única mesa, debruçado sobre a qual um único bêbado bebe um único copo de bourbon, contemplado por um único garçom. Ao fundo, Tom Waits geme um único verso arranhado. Rouco, louco.

Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.

Meu coração é uma sala inglesa com paredes cobertas por papel de florzinhas miúdas. Lareira acesa, poltronas fundas, macias, quadros com gramados verdes e casas pacíficas cobertas de hera. Sobre a renda branca da toalha de mesa, o chá repousa em porcelana da China. No livro aberto ao lado, alguém sublinhou um verso de Sylvia Plath: “Im too pure for you or anyone”. Não há ninguém nessa sala de janelas fechadas.

Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês.

Meu coração é um deserto nuclear varrido por ventos radiativos.

Meu coração é um cálice de cristal puríssimo transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos, ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro.

Meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam destruindo tudo.

Meu coração é uma planta carnívora morta de fome.

Meu coração é uma velha carpideira portuguesa, coberta de preto, cantando um fado lento e cheia de gemidos – ai de mim! ai, ai de mim!

Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Veja. Levam junto quem me ama, me levam junto também.

Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa do Cairo, sapato de sola furada, verso de Mário Quintana, vitrina vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom, cão uivando pra lua, ruína, simulacro, varinha de incenso. Acesa, aceso – vasto, vivo: meu coração teu.

Caio Fenando Abreu

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Sem música, triste, mas sem música!

Tudo acontece (aqui) em Elizabethtown

Já tinha ouvido muito falar sobre “Tudo acontece em Elizabethtown” antes de estar preparada para assistir. Um dia, qualquer que eu não me lembro, coloquei na TNT e lá estava o filme, bem no começo, dublado. Sentei, me acomodei, e relaxei. Quando o filme acabou, me dei conta do quando me identificava com Claire, a personagem de Kirsten Dunst. Tem parte cena em que ela caminha com Drew, o personagem de Orlando Bloom, em que ela diz na cena da foto abaixo:

Claire: Você e eu temos um talento especial, e eu percebi isso imediatamente!
Drew: Diga-me.
Claire: Nós somos pessoas substitutas

Bom… Identifico-me com a Claire por ela ser espontânea, ser ótima em consolar os outros, e por ela se sentir uma pessoa substituta na vida das pessoas, alguém que fica por um tempo determinado na vida de alguém, e depois ou eu me vou da vida dessa pessoa, ou essa pessoa se vai da minha vida, com possibilidades pouco prováveis de um encontro aleatório na rua. Sabe aquilo de ser importante para alguém em algum momento e depois, por algum motivo ou por motivo nenhum, não ser mais?! Tudo bem que nem nossa família fica na nossa vida para sempre, mas eu não consigo administrar isso na minha cabeça às vezes (ou sempre), mas isso de deletar alguém da sua vida, por ela ter passado, é muito complexo, não sei. Ando muito contemplativa ultimamente, até demais pro meu gosto.

ENFIM! Elizabethtown é um filme lindo, delicado, que mostra como toda família no fundo é, um se mete na vida do outro, no fundo no fundo, todo mundo se ajuda, uma relação hipócrita e genuinamente familiar. A diferença é que aqui, os velórios são mais tristes e intensos, acho que temos formas diferentes de sofrer por alguém que partiu, só isso.

A trilha sonora também é muito boa:

Volume 1

  1. It’ll All Work Out – Tom Petty and the Heartbreakers
  2. My Father’s Gun – Elton John
  3. IO (This Time Around) – Helen Stellar
  4. Come
  5. 60B (Etown Theme) – Nancy Wilson
  6. Pick Me Up – Ryan Adams
  7. Where to Begin – My Morning Jacket
  8. Long Ride Home – Patty Griffin
  9. Sugar Blue – Jeff Finlin
  10. Don’t I Hold You – Wheat
  11. Shut Us Down – Lindsey Buckingham
  12. Let It Out (Let It All Hang Out) – The Hombres
  13. Hard Times (Come Again No More) – Eastmountainsouth
  14. Jesus Was A Cross Maker – The Hollies
  15. Square One – Tom Petty
  16. Same In Any Language – I Nine

Volume 2

  1. Learning to Fly – Tom Petty and the Heartbreakers
  2. English Girls Approximately – Ryan Adams
  3. Jesus Was A Crossmaker – Rachael Yamagata
  4. Funky Nassau Pt. 1 – Beginning of the End
  5. Loro – Pinback
  6. Moon River – Patty Griffin
  7. Summerlong – Kathleen Edwards
  8. …Passing By – Ulrich Schnauss
  9. You Can’t Hurry Love – The Concretes
  10. River Road – Nancy Wilson
  11. Same in Any Language – Ruckus
  12. What Are They Doing in Heaven Today – Washington Phillips
  13. Words – Ryan Adams
  14. Big Love (Live)- Lindsey Buckingham
  15. I Can’t Get Next To You – The Temptations

Recomendo procurar e baixar a trilha, é linda, doce.

Bom, quero deixar bem claro que não estou aqui para fazer resenha de filme nenhum. Só estou mostrando o meu ponto de vista sobre o filme, e acho que Elizabethtown é um filme que todos deveriam assistir um dia.

Sexta-feira(s)

Há algum tempo que que toda sexta-feira me junto com alguns amigos e sentamos pra comemorar a chegada do final de semana. Na última sexta dia 16, enquanto conversava, me dei conta da enorme quantidade de cantores que eu aboli do meu último ano pelo simples e estúpido fato de me trazer uma lembrança ruim. Entre alguns desses cantores, estava um dos meus preferidos, Lenine. Descobri que eu não tenho quase nada dele aqui no meu PC, fiquei frustrada por ter deletado. Nos lembramos enquanto conversavamos d música “miedo”, que ele gravou com a fofíssima da Julieta Venegas, uma cantora mexicana que infelizmente é pouco conhecida no Brasil por seu trabalho, mas tem uma música gravou uma música om a Marisa Monte, que também é outra cantora que eu gosto muito de ouvir e canto uma música dela em especial toda noite pro meu pequeno dormir.

Mas, voltando a falar de Lenine, eu pergunto à você que esta perdendo o seu valioso tempo “me lendo” agora: Qual a música que mais te marcou, ou que você mais ouviu, que você gosta mais, ou te lembra alguma situação especial (seja ela boa ou ruim), ou alguém?!

Eu tenho uma, que na minha opinião, é a mais linda, mesmo sabendo que vou cair num clichê popular. Sim, paciência, que eu estou obviamente ouvindo repetidamente enquanto escrevo esse post, e que ja ja estarei terminando pois até para mim, existe limite para o meu masoquisto sentimental.

O que acontece, é que essa música tem nome, sobrenome, RG, CPF, endereço e por ai vai… e eu?! literalmente finjo ter paciencia… Não que faça alguma diferença na minha vida hoje, mas nem só de hoje se vive, e nem só de amanhãs se tem esperança. Foi apenas uma lembrança, como eu disse, boa ou ruim, são apenas lembranças.

É claro que ele tem mais trocentas músicas que podem até ser muito mais bonitas do que essa, que eu sei, mas essa fatalmente foi a que mais me marcou.

Lenine – Paciência

“Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára…

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara…

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência…

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência…

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara…

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não…

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara…

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não…

A vida não pára…”

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ATENÇÃO: Estou procurando emprego sem carteira assinada, ou um milagroso estágio para uma estudante de Comunicação Social no 1º período. Se algiém souber de algo, POR FAVOR, me manda um e-mail: karyn1306@gmail.com. OBRIGADA desde já.

La Vie en Rose

Há uns anos atrás, eu ganehi um livrinho chamado “A VIDA É BELA” ( La Vie en Rose – Dominique Glocheoux). Ele funciona mais ou menos como um “Minuto de Sabedoria”, ou você pode simplesmente ler os números em ordem, tanto faz. Não me lembro quem me deu, e não tem dedicatória, provavelmente foi minha mãe que ganhou de alguém e de alguma forma veio parar na minha mão, ou eu comprei, não faz muita diferença na realidade. Só que se tornou importante à partir do momento que ele não me pertence mais.

Muitas frases, sugestões, coisas que tem escrito, fazem muito sentido, outras, nao tem sentido algum. Se eu fosse parar para comentar cada número que me interessa aqui, eu não acabaria hoje.

O livrinho é aparentemente bobo, ingênuo, e talvez seja muito piegas, mas, e daí?! Porque eu estou me preocupando em falar de um livrimho, que não foi escrito por nenhum dos meus autores favoritos, ou qualquer que seja o motivo, não seria totalmente justificável (se é que há alguma coisa a se justificar).

O fato é que eu li, fiz umas anotações e uma frase na orelha do livro, e outra na introdução, por mais clichês, me fizeram parar pra pensar, obviamente pensei na vida, no universo e tudo mais…rs

Algumas coisas, não deveriam sair de dentro da gaveta do esquecimento, sabe?! Na verdade me dei conta que enterrei meus mortos, embora eles estejam bem vivos. Só que, mais do que nunca, to vivendo o hoje. Mas, como assim, todo mundo vive o hoje… Não, na verdade, muitas pessoas vivem de passado, ou almejando um futuro perfeito e bla bla bla. Não tem como viver e não pensar no que ja foi, ou no que ainda esta por vir, mas to focando meus pensamentos um dia de cada vez, sem andar pra trás nem atropelar o que ta na frente.

Aí você pensa também na quantidade de pessoas que você ja conheceu, e que provavelmente não verá nunca mais, foram importantes, naquele momento, mas passaram, como um vento ou apenas uma leve brisa. Acontece com as outras pessoas também, elas se lembram da gente, de como fomos importantes, mas nós passamos. Fazemos promessas de amizade eterna, e por fim… bom, é o fim, ou o encerramento de um ciclo importante. Algumas pessoas vão e vem, quando a gente menos espera, outras, seguem a vida, e quando possivelmente nos esbarramos na rua, nem lembramos dos traços de alguém que ja foi íntimo, parceiro de risadas, confidências, lágrimas, coisas da vida…

Você começa a se perguntar o poque das pessoas serem tão descartáveis, e tão passageiras e… Ah, a vida passa, a gente cresce, uns amadurecem, outros não, algumas pessoas mudam, outras continuam as mesmas. Inevitável..

O que eu quis dizer, é que nos tornamos lembranças na vida das pessoas e consequentemente, as pessoas na nossa vida, só para sentirmos saudades “daquele tempo”, ou lembrar de coisas boas e ruins que aquela pessoa nos proporcionou, enfim…

Estou feliz demais com os últimos acontecimentos da minha vida. Dando um passo de cada vez, acreditando mais e mais que eu posso tudo aquilo que eu quero se eu desejar com muita força, e sei que não estou sozinha, sei que as pessoas que me amam, junto comigo, não vão deixar mais eu desistir… Na verdade, eu só tenho que agradecer! \o/

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Eu nao sei o motivo, mas quando comecei a escrever esse post, essa música não saiu do meu pensamento. Um dos filmes mais lindos que eu ja assisti.

Nota “mental”: Pegar de volta o DVD do filme!

The Beatles – Strawberry Fields Forever

Let me take you down
Cause I’m going to
Strawberry Fields
Nothing is real
And nothing to get hung about
Strawberry Fields forever

Living is easy with eyes closed
Misunderstanding all you see
It’s getting hard to be someone
But it all works out
It doesn’t matter much to me

Let me take you down
Cause I’m going to
Strawberry Fields
Nothing is real
And nothing to get hung about
Strawberry Fields forever

No one I think is in my tree
I mean it must be high or low
That is you can’t you know tune in
But it’s all right
That is I think it’s not too bad

Let me take you down
Cause I’m going to
Strawberry Fields
Nothing is real

And nothing to get hung about
Strawberry Fields forever

Always, no, sometimes, think it’s me
But you know I know when it’s a dream
I think, er, no I mean, er, yes
But it’s all so wrong
That is I think I disagree

Let me take you down
Cause I’m going to
Strawberry Fields
Nothing is real
And nothing to get hung about
Strawberry Fields forever
Strawberry Fields forever
Strawberry Fields forever

(I buried Paul!)

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Ah, as duas frases que eu deixei de citar lá em cima:

“Indispensável para quem quer ver a vidapelo lado do sorriso.” (Vital Magazina)

“A felicidade vai em direção aos que sabem rir.” (Provérbio Japonês)

Na Gaveta

Os dias têm sido relativamente comuns após a minha volta, tudo normal, nada de bom acontece. Tudo volta a ser “o de sempre”. Porém, hoje ao arrumar algumas coisas ainda pendentes pelo quarto, fui organizar algumas coisas quando esbarrei nas únicas coisas que eu mão deveria ter esbarrado, ou deveria, não sei ao certo. Presentes, livros, cartas, cartões postais, fotos, um pingüim de pelúcia com cheiro de alfazema e palavras soltas por toda parte que faziam todo sentido do mundo antes, e agora, mesmo eu sabendo que não é totalmente verdade e é apenas drama pessoal, só fazem sentido para mim.

Dedicatórias, promessas de amizade, palavras de amor, união, pedidos. Na primeira de todas as cartas, um final surpreendente, um aviso, quase um “me espera”, estou chegando.

Já recebeu uma estranha carta?

Fiz a coisa menos inteligente que eu poderia. Parei a reli tudo, trancada no banheiro, sentada no chão, encostada na pia. Tentei ser silenciosa. Chegou um momento em que não deu mais, fui vencida pela minha própria respiração. Ficava olhando para o branco do papel, de longe e com os olhos profundamente embaçados, tive nítida impressão de que as letras se achatavam e logo em seguida sumiam junto com o transbordar por entre os cílios. Olho para o lado e vejo os envelopes laranja, a pilha de livros e a caixinha estampada com pimentinhas. Posso sentir o cheiro invadindo meu quarto, e minhas narinas úmidas, agora é um cheiro dolorido de lembrança.

Feliz dia de hoje…

O mais assustador de tudo, é ter me tornado o medo que não era meu. Tornei-me uma lembrança, alguém para talvez sentir saudade esporadicamente, apenas alguém que passou. Logo eu, que há muito tempo não deixava o caos da melancolia penetrar profundamente pelo meu escudo de sorrisos e gargalhadas sonoras, me vejo deitada com a cabeça no colo da Ironia e olhando para o Sarcasmo que toma um chá e olha para mim como quem diz “eu te avisei, você já sabia de tudo, e mesmo assim abriu a porta quando alguém bateu, se fode aí”. Já a Ironia, nem precisa dizer nada, nunca precisa, apenas acaricia meus cabelos.

Feche os olhos.

Foram tantas coisas ditas e ouvidas, lidas e escritas, e ainda não consigo entender. Fico me olhando no espelho procurando a resposta, um sinal divino, uma palavra, e nada, eu não sei. E o que eu faço quando não tenho mais nada a fazer?! Apenas respiro fundo, guardo tudo dentro da gaveta que menos abro, e transformo esse drama na tentativa frustrada de lidar com apenas mais uma lembrança também, um sonho lindo que a gente constrói, faz planos, promessas, confidências e quando a gente menos espera, vem àquela sensação de queda de um imenso precipício e acorda antes de chegar ao fim. Foram muitas músicas, o engraçado é descobrir que a primeira, também foi a última. E muitas outras que eram alguma coisa, ainda machucam os ouvidos, as mais lindas, que a letras era simples, mas o conjunto de tudo era o que importante, essencial.

Começo e termino, ouvindo The Cure, Bloodflowers o álbum inteiro. Pode até ser que eu poderia ter ouvido outra coisa, mas escolhi The Cure entre tantas outras bandas, pelo simples motivo de eu não ouvir há muito tempo. Para minha surpresa, todas as músicas desse álbum poderia substituir essa pseudo tentativa de desabafo. Tudo bem, eu sei que The Cure é triste, mas na verdade, eu não me importo com isso nesse momento.

Não posso dizer que estou triste, nem que estou feliz. Estou normal. Os últimos acontecimentos, como sempre, foram muito paradoxais, coisas ruins e boas ao mesmo tempo, e eu ainda não sei para onde olhar. Me encontro novamente onde tudo é sempre a mesma coisa, e não sei o motivo, só sei que me sinto um pouco confortável com isso. O resto eu dou um jeito, sempre.

Agora, a felicidade alheia me basta, de verdade, e apenas por enquanto.

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Música (que tem e não tem a ver com o post)

The Raconteurs:

Como a grande maioria das pessoas que são fãs do White Stripes ja tem conhecimento, Jack White adora ter novos projetos. Foi quando em 2005 ele resolveu mostrar a primeira melodia a Brendan Benson. Então nasceu steady as she goes e… Ah, o resto é resto! rs Os outros integrandes se juntaram a banda e outras composições foram surgindo.

A banda de influências de The Doors , The Who, John Lennon, Led Zepellin, Deep Purple entre outras e tem um som muito baseado no rock

O nome Racounteurs foi inspirado nos contadores de história da Idade Média. Recounteurs = narradores.

Bom, só ouvindo o som deles para sentir o felling que a banda possui. A música que eu vou colocar aqui, não é a clichê (steady as she goes) embora eu curta a música e seja a mais famosa, mas vou colocar aqui, a minha preferida.

The Racounteurs – Together

You and me forever
We belong together
And we’ll always endeavor
Throughout any type of weather

You want everything to be just like
The stories that you read but never write
You gotta learn to live and live and learn
You gotta learn to give and waste your term
Or you’ll get burned

You wrote our names down on the sidewalk
The rain came and washed ‘em off
So we should write ‘em again on wet cement
So maybe people a long time from now will know what we meant

You want every morning to be just like
The stories that you read but never write
You gotta learn to live and live and learn
You gotta learn to give and waste your term
My only concern

I’m adding something new to the mixture
So there’s a different hugh to your picture
A different ending to this fairy tale
When the sunset into which we sail

You want everything to be just like
The stories that you read but you can’t write
You gotta learn to live and live and learn
You gotta learn to give and wait your turn
Or you’ll get burned

“… agimos certo sem querer, foi só o tempo que errou…”

Coisas (nada) Frégeis

Ela queria falar. Ela queria realmente falar. Ela não encontra as palavras. Ela não consegue digerir os fatos. Ela se recolhe, se afasta. Ela tenta entender o que fez de errado. Ela ri tentando não chorar, e chora tentando sorrir. Ela queria que todos fossem azuis, todos… Ela perdebe que aquele azul, ja não é mais um azul tão bonito, tão real. Ela percebe que aquele azul todo, ja não tem mais sentido, aquele azul nunca será mais como era antes, desbotou, encardiu, perdeu todo o colorido que um azul deve ter. Ela fica se perguntando se foi a falta de uso, se guardou por muito tempo aquele azul dentro do armário. Ela enfim, percebeu que aquele azul, janão era mais azul, aquele azul, foi embora.

Eu queria dizer tantas coisas. Na verdade, eu tenho muitas coisas mesmo para dizer, mas nesse mmento, as palavras estão tão embaralhadas na minha cabeça que eu não ia dizer coisa com coisa. Tá, eu sei que eu nunca digo coisa com coisa, mas eu tomei dano agravado, minha alma ta retalhada e eu já nem sei mais em que parte do corpo esta o coração. Minha razão, prudente como só ela e louca como só eu, pediu que eu me ausentasse.

Eu só queria a minha cama, o meu travesseiro, e o meu pequeno me dando muitos beijos e dormindo abraçadinho comigo, pq pra ele, não importa o tamanho do espaço, que ele se gruda em mim na hora de dormir. Sinto falta dele cheirando meu cabelo, e sinto falta do cheiro do cabelo dele também. Não só do cabelo, mas do corpinho roliço dele, das dobrinhas, do sorriso espaçado, das caretas, brincadeiras, sapequices… Só ele, e mais nada, nem ninguém.

Hoje me perguntaram, se eu soubesse “manhã” de tudo que eu iria passar na vida, se eu faria tudo de novo. Sim, eu faria, sem tirar nem por nada. Com todos os erros e acertos. Com todos os defeitos e qualidade. Apesar de tudo, eu sou feliz, pena que não posso dizer o mesmo de muita gente que eu conheço.  Algumas coisas são tão simples, e a gente complica tudo, sem perceber. Não existem maquinas do tempo, ou tratamentos de esquecimento como em “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”. Imagine como seria a vida sem dor. Digo melhor, pense na vida sem o sofrer, sem a decepção, sem o querer, sem o amor e sem mais um monte de coisas que tornam o mundo real. Não existiriam músicas, poemas, versos, prosas, pensamentos, não existiria nada de interessante. Seriamos robotizados, talvez, não sei. Pavoroso pensar nisso.

Não quero escrever mais. Apaguei o texto gigantesco que eu tinha escrito. Desnecessario, perdi meu tempo, mas tudo bem…

Para o meu pequeno grande homem, pq a saudade tá apertando cada dia que passa:


Marisa Monte – Mais uma vez

Mais uma vez eu vou te deixar
Mas eu volto logo pra te ver
Vou com saudades no meu coração

Mando notícias de algum lugar…

Eu sei, que muitas vezes te fiz esperar demais
Mas mesmo na distância o meu pensamento voa longe demais
Fico imaginando você sofrendo na solidão

Uoouuuu

Quando eu vou deitar penso em você em seu quarto dormindo

Ahhhh

Longe de você meu bem, longe da alegria
Longe de você meu bem, longe do nosso lar …. (2x)

Mais uma vez eu vou te deixar
Mas eu volto logo pra te ver
To com saudades no meu coração

Mando notícias de algum lugar…

Eu sei, que muitas vezes te fiz esperar de mais
Mas mesmo na distância o meu pensamento voa longe demais
Fico imaginando você sofrendo na solidão

Uoouuuu

Quando eu vou deitar penso em você em seu quarto dormindo

Ahhhh

Longe de você meu bem, longe da alegria
Longe de você meu bem, longe do nosso lar …. (2x)
Mais uma vez…