Fast…

Então… tô analisando aqui algumas idéias, decidindo algumas coisinhas, colocando alguns “pingos nos is” para continuar algo que começou em dupla, mas vai ser terminado só por mim.

Uma pena, mas tenho certeza que minha antiga dupla terá orgulho até mesmo de algumas mudanças que to fazendo.

Fora isso, tem a faculdade, que tem me deixado feliz, mesmo a dúvida batendo na minha porta, não só quanto a instituição, quanto ao curso em si. Entrei para fazer JORNALISMO, mas estou cada dia mais apaixonada por PUBLICIDADE. Quando a bifurcação chegar, eu me resolvo!

Amanhã, começo de uma nova semana, com gosto de TUDO novo. Tô feliz…

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Se eu sumir de novo, é pq to sem internet!

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O blog tem tido muitos acessos, MUITOS. Mesmo ninguém comentando, recebi uns 5 e-mails comentando. Queria agradecer pelos e-mails, e dizer que fico feliz que alguém leia as porcarias que eu escrevo! rs

o e-mail é karyn1306@gmail.com

Pode mandar e-mail, mas nada de sacanagem! ¬¬

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Tô na TPM, sensível ao cubo, e na mesma medida, cruel! Mas ando ouvindo mais do memso. Então, Los Hermanos. E é só uma música.

“…mas a solidão, deixa o coração, nesse leva e traz…”

Geminianas

Mesmo que pensem conhecer esta mulher a fundo, as opiniões dos amigos e parentes nunca serão parecidas. A geminiana equivale a várias mulheres, todas diferentes, que variam conforme seu estado de espírito.

Quem conhece uma mulher de gêmeos sabe que é muito difícil ver a mesma pessoa por muito tempo. Suas fotos nunca parecem ser da mesma pessoa e suas mudanças de comportamento deixam qualquer um sem saber se acabam de conhecer uma nova mulher ou se ainda está falando com uma velha amiga! Sim, o signo de Gêmeos é o signo da mutação, de todos aqueles que gostam de mudar, experimentar e ultrapassar horizontes. Se existe algo que pode matar esta mulher é a monotonia. Como um camaleão ela vai assumindo várias formas, encantando e intrigando os homens. Ao contrário do que possa parecer, seu jeito misterioso consegue agradar a muitos homens que acabam ficando apaixonados.


A mulher de gêmeos não muda de personalidade. Ela apenas mostra todas as mulheres que vivem dentro dela.

As vezes ela pode ser tão volúvel e imprevisível, que se deixará encantar pelo sorriso ou pelo olhar de uma nova paixão para, logo depois, começar a critica-lo com a mesma intensidade. Então, o homem que antes era maravilhoso, vai se tornar tão cheio de defeitos que ela se perguntará como foi capaz de se apaixonar por alguém assim?


Esta capacidade que ela tem para se apaixonar e se de siludir logo em seguida pode partir muitos corações até que tenha certeza de que realmente acabou de conhecer o homem de sua vida. Bem, para falar a verdade, é ele que vai ter que convence-la de que é o homem de sua vida! Se deixar para ela a tarefa de analisa-lo, pode ter uma tremenda decepção! E a melhor maneira de conquista-la é sendo sempre a mesma pessoa. Ela aprecia mudanças em sua vida na sua personalidade e adora experimentar novas sensações. Mas quer um homem bem previsível ao seu lado. Previsível, mas nunca passivo!

Seu temperamento faz com que aceite as mudanças com mais facilidade que as outras mulheres, desde que não esteja relacionado com o comportamento de seu parceiro.

Para ela, é difícil entregar-se a uma pessoa sem enfrentar suas dúvidas.

Sabem aqueles desenhos onde alguém é atormentado por um anjinho e um diabinho que ficam dando opiniões sobre o que é melhor fazer? Pois é mais ou menos assim que funciona a mente desta mulher. Sua dualidade sempre estará analisando os prós e contras de todos os relacionamentos. Aquele homem carinhoso e romântico será capaz de ganhar o suficiente para sustentar a casa? E aquele homem que ganha dinheiro como ninguém, não será um tanto frio para confortar seu coração quando estiver carente?


Tirando o amor, e o romance que costuma atormenta-la, com a idéia de perder a sua liberdade, ela é bem direta e não costuma fazer rodeios.

Mas não se preocupe, ela vai acabar fazendo sempre a melhor escolha do momento.
Se algum dia ela descobrir que a melhor escolha que fez acabou se tornando um pesadelo, não pensará duas vezes em largar tudo para recomeçar do zero! A mulher de gêmeos não se prende muito aos seus erros se descobrir que fez uma escolha errada! Ela vai aprender com a experiência e dificilmente vai repetir os mesmos erros!

Normalmente ela é uma comanheira animada, agradável e alegre.

Tirando suas fases azedas que fazem com que fique insuportável com seu cinismo e língua afiada, seu outro lado romântico e aventureiro faz com que tenhamos a sensação de que estamos diante de uma grande amiga ao invés de uma namorada. Ela acompanhará o namorado em tudo que fizer, desde uma escalada em uma montanha até uma aventura na África! Para ela não existe esta coisa de separar as atividades entre feminina e masculina, quando esta apaixonada. Para onde ele for, ela estará ao seu lado!


A geminiana pode estar apaixonada, mas dificilmente deixará de achar outros homens atraentes.

Também costuma ser muito criativa quando o assunto é amor. Curiosa e com uma imaginação fértil, ela é ótima para apimentar relacionamentos. Sua imaginação se revelará quando sua curiosidade for excitada por uma nova descoberta. Para ela não basta ouvir palavras carinhosas e juras de amor. O verdadeiro amante deve agradar seus ouvidos com palavras dóceis, mas não pode se esquecer de surpreende-la na hora do sexo! Lembrem-se que ela detesta monotonia.


A geminiana costuma associar sexo com amor como ninguém. Sua mente não consegue entender como alguém pode ama-la sem fazer com que suba pelas paredes.

Ela jamais tomará um ônibus se pode ir de avião. Jamais ficará calada se puder falar. E jamais andará quando puder correr. Por isso nunca vai se contentar com o mínimo em um relacionamento quando pode ter muito mais.

Apesar de muitas vezes parecer fria e distante, ela deseja ser amada e mimada. Mostre que sempre estará ao seu lado, apesar de suas crises de mau-humor, e terá uma mulher que se entregará por inteira. Aliás, o melhor remédio contra o mau-humor da geminiana é sempre demonstrar amor! Não há chatice que dure muito tempo!

Para ver o seu signo, clique AQUI !

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Ok! Eu me rendo. Pela primeira vez me li totalmente no meu signo! Ha aqueles que não acreditem nessa lenga lenga de signo. Pois eu digo, 99,9% desse texto sou eu. Perfeito. Faltou falar mais sobre o lado ruim, mas tudo bem, não faz nenhuma diferença.

Apesar de eu ser algo MUITO mais complexo que esse texto, faz todo sentido pra mim.

Coloquei esse texto sobre o meu signo, pois ando extremamente sem inspiração, mesmo com esses dias chuvosos, e o friozinho que resolveu querer chegar de fininho. Estou com muitas idéias na minha cabeça, mas tem tanta coisa aqui dentro, que estou meio perdida.

Tenho uma pilha de “documentos fantasmas” que preciso deletar de vez do meu caminho, e algo, ridículo, e sem nome, não deixa eu finalizar. Sonhos sem sentido. Só chego a uma triste conclusão, de que sou fraca e covarde. Mas enfim…

Estou em um momento de auto conhecimento. Aprendendo a lidar com a minha personalidade solitária que eu sei que existe, mas de fato, quando ela aparece, é como de eu jogasse tudo na privada e desse uma longa descarga, vendo tudo rodando, em sentido anti-horário, pra me confundir mais ainda.

Estou sentindo falta de 3 coisas muito importantes pra mim, e que eu realmente não ando tendo prazer nenhum de faze-las; Cantar, escrever e fotografar.

Preciso ler, ouvir algo e visitar lugares diferentes que mude a minha vida, para que eu possa escrever melhor, cantar com prazer, e fotografar com os meu olhos. Mas por enquanto, apenas mais do mesmo. Decepcionante.

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PS; ODEIO gente que se mede onde não é devidamente convidado. Dar pitaco na vida dos outros tem limite.



Morangos Mofados

O dia em que Júpter encontrou Saturno

Foi a primeira pessoa que viu quando entrou. Tão bonito que ela baixou os olhos, sem querer querendo que ele também a tivesse visto. Deram-lhe um copo de plástico com vodka, gelo e uma casquinha de limão. Ela triturou a casquinha entre os dentes, mexendo o gelo com a ponta do indicador, sem beber. Com a movimentação dos outros, levantando o tempo todo para dançar rocks barulhentos ou afundar nos quartos onde rolavam carreiras e baseados, devagarinho conquistou uma cadeira de junco junto a janela. A noite clara lá fora estendida sobre Henrique Schaumann, a avenida poncho & conga, riu sozinha. Ria sozinha quase o tempo todo, uma moça magra querendo controlar a própria loucura, discretamente infeliz. Molhou os lábios na vodka tomando coragem de olhar para ele, um moço queimado de sol e calças brancas com a barra descosturada. Baixou outra vez os olhos, embora morena também, e suspirou soltando os ombros, coluna amoldando-se ao junco da cadeira. Só porque era sábado e não ficaria, desta vez não, parada entre o som, a televisão e o livro, atenta ao telefone silencioso. Sorriu olhando em volta, muito bem, parabéns, aqui estamos.

Não que estivesse triste, só não sentia mais nada.

Levemente, para não chamar atenção de ninguém, girou o busto sobre a cintura, apoiando o cotovelo direito sobre o peitoril da janela. Debruçou o rosto na palma da mão, os cabelos lisos caíram sobre o rosto. para afastá-los, ela levantou a cabeça, e então viu o céu tão claro que não era o céu normal de Sampa, com uma lua quase cheia e Júpiter e Saturno muito próximos. Vista assim parecia não uma moça vivendo, mas pintada em aquarela, estatizada feito estivesse muito calma, e até estava, só não sentia mais nada, fazia tempo. Quem sabe porque não evidenciava nenhum risco parada assim, meio remota, o moço das calças brancas veio se aproximando sem que ela percebesse.

Parado ao lado dela, vistos de dentro, os dois pintados em aquarela – mas vistos de fora, das janelas dos carros procurando bares na avenida, sombras chinesas recortadas contra a luz vermelha.

E de repente o rock barulhento parou e a voz de John Lennon cantou every dau, every way is getting better and better. Na cabeça dela soaram cinco tiros. Os olhos subitamente endurecidos da moça voltaram-se para dentro, esbarrando nos olhos subitamente endurecidos dos moço. As memórias que cada um guardava, e eram tantas, transpareceram tão nitidamente nos olhos que ela imediatamente entendeu quando ele a tocou no ombro.

-Você gosta de estrelas?
-Gosto. Você também?
-Também. Você está olhando a lua?
-Quase cheia. Em Virgem.
-Amanhã faz conjunção com Júpiter.
-Com Saturno também.
-Isso é bom?
-Eu não sei. Deve ser.
-É sim. Bom encontrar você.
-Também acho.

(Silêncio)

-Você gosta de Júpiter?
-Gosto. Na verdade “desejaria viver em Júpiter onde as almas são puras e a transa é outra”.
-Que é isso?
-Um poema de um menino que vai morrer.
-Como é que você sabe?
-Em fevereiro, ele vai se matar em fevereiro.

(Silêncio)

-Você tem um cigarro?
-Estou tentando parar de fumar.
-Eu também. Mas queria uma coisa nas mãos agora.
-Você tem uma coisa nas mãos agora.
-Eu?
-Eu.

(Silêncio)

-Como é que você sabe?
-O quê?
-Que o menino vai se matar.
-Sei de muitas coisas. Algumas nem aconteceram ainda.
-Eu não sei nada.
-Te ensino a saber, não a sentir. Não sinto nada, já faz tempo.
-Eu só sinto, mas não sei o que sinto. Quando sei, não compreendo.
-Ninguém compreende.
-Às vezes sim. Eu te ensino.
-Difícil, morri em dezembro. Com cinco tiros nas costas. Você também.
-Também, depois saí do corpo. Você já saiu do corpo?

(Silêncio)

-Você tomou alguma coisa?
-O quê?
-Cocaína, morfina, codeína, mescalina, heroína, estenamina, psilocibina, metedrina.
-Não tomei nada. Não tomo mais nada.
-Nem eu. Já tomei tudo.
-Tudo?
-Cogumelos têm parte com o diabo.
-O ópio aperfeiçoa o real
-Agora quero ficar limpa. De corpo, de alma. Não quero sair do corpo.

(Silêncio)

-Acho que estou voltando. Usava saias coloridas, flores nos cabelos.
-Minha trança chegava até a cintura. As pulseiras cobriam os braços.
-Alguma coisa se perdeu.
-Onde fomos? Onde ficamos?
-Alguma coisa se encontrou.
-E aqueles guizos?
-E aquelas fitas?
-O sol já foi embora.
-A estrada escureceu.
-Mas navegamos.
-Sim. Onde está o Norte?
-Localiza o Cruzeiro do Sul. Depois caminha na direção oposta.

(Silêncio)

-Você é de Virgem?
-Sou. E você, de Capricórnio?
-Sou. Eu sabia.
-Eu sabia também.
-Combinamos: terra.
-Sim. Combinamos.

(Silêncio)

-Amanhã vou embora para Paris.
-Amanhã vou embora para Natal.
-Eu te mando um cartão de lá.
-Eu te mando um cartão de lá.
-No meu cartão vai ter uma pedra suspensa sobre o mar.
-No meu não vai ter pedra, só mar. E uma palmeira debruçada.

(Silêncio)

-Vou tomar chá de ayahuasca e ver você egípcia. Parada do meu lado, olhando de perfil.
-Vou tomar chá de datura e ver você tuaregue. Perdido no deserto, ofuscado pelo sol.
-Vamos nos ver?
-No teu chá. No meu chá.

(Silêncio)

-Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.
-Quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em dormir com você.
-Vou te escrever carta e não te mandar.
-Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
-Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
-Vou ver Saturno e me lembrar de você.
-Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
-O tempo não existe.
-O tempo existe, sim, e devora.
-Vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. Sem encontrar, porque terei esquecido. Alfazema?
-Alecrim. Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
-E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.

(Silêncio)

-Mas não seria natural.
-Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem.
-Natural é encontrar. Natural é perder.
-Linhas paralelas se encontram no infinito.
-O infinito não acaba. O infinito é nunca.
-Ou sempre.

(Silêncio)

-Tudo isso é muito abstrato. Está tocando “Kiss, kiss, kiss”. Por que você não me convida para dormirmos juntos.
-Você quer dormir comigo?
-Não.
-Porque não é preciso?
-Porque não é preciso.

(Silêncio)

-Me beija.
-Te beijo.

Foi a última pessoa que viu ao sair. Tão bonita que ele baixou os olhos, sem saber sabendo que ela também o tinha visto. Desceu pelo elevador, a chave do carro na mão. Rodou a chave entre os dedos, depois mordeu leve a ponta metálica, amarga. Os olhos fixos nos andares que passavam, sem prestar atenção nos outros que assoavam narizes ou pingavam colírios. Devagarinho, conquistou o espaço junto à porta. Os ruídos coados de festas e comandos da madrugada nos outros apartamentos, festas pelas frestas, riu sozinho. Ria sozinho quase sempre, um moço queimado de sol, com a barra branca das calças descosturadas, querendo controlar a própria loucura, discretamente infeliz.

Mordeu a unha junto com a chave, lembrando dela, uma moça magra de cabelos lisos junto à janela. Baixou outra vez os olhos, embora magro também. E suspirou soltando os ombros, pés inseguros comprimindo o piso instável do elevador. Só porque era sábado, porque estava indo embora, porque as malas restavam sem fazer e o telefone tocava sem parar. Sorriu olhando em volta.

Não que estivesse triste, só não compreendia o que estava sentindo.

Levemente, para não chamar a atenção de ninguém, apertou os dedos da mão direita na porta aberta do elevador e atravessou o saguão de lado, saindo para a rua. Apoiou-se no poste da esquina, o vento esvoaçando os cabelos, e para evitá-lo ele então levantou a cabeça e viu o céu. Um céu tão claro que não era o céu normal de Sampa, com uma lua quase cheia e Júpiter e Saturno muito próximos. Visto assim parecia não um moço vivendo, mas pintado num óleo de Gregório Gruber, tão nítido estava ressaltado contra o fundo da avenida, e assim estava, mas sem compreender, fazia tempo. Quem sabe porque não evidenciava nenhum risco, a moça debruçou-sena janela lá em cima e gritou alguma coisa que ele não chegou a ouvir. Parado longe dela, a moça visível apenas da cintura para cima parecia um fantoche de luva, manipulado por alguém escondido, o moço no poste agitando a cabeça, uma marionete de fios, manipulada por alguém escondido.

De repente um carro freou atrás dele, o rádio gritando “se Deus quiser, um dia acabo voando”. Na cabeça dele soaram cinco tiros. De onde estava, não conseguiria ver os olhos da moça. De onde estava, a moça não conseguiria ver os olhos dele. Mas as memórias de cada um eram tantas que ela imediatamente entendeu e aceitou, desaparecendo da janela no exato instante em que ele atravessou a avenida sem olhar para trás.


Caio Fernando Abreu

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Me encontrando em mim. Ou me perdendo completamente

Delirium

Delirium é a mais jovem dos perpétuos.

Ela cheira a suor, vinho azedo, noites tardias
e couro velho.

Seu reino é próximo e pode ser facilmente visitado.
As mentes humanas, porém, não foram feitas para
compreender seu domínio, e os poucos que viajaram
até ele conseguiram relatar apenas fragmentos perdidos.

Sua aparência, um amontoado de ideias vestidas no
semblante da carne, é a mais variável de todos Perpétuos.
A forma e o contorno de sua sombra não têm relação com a
de nenhum corpo que esteja usando. Ela é tangível como
veludo gasto.

Alguns dizem que a grande frustração de Delirium é saber
que, apesar de ser mais velha que as estrelas e mais antiga
que os deuses, ela continua sendo eternamente a mais jovem
da família, pois os Perpétuos não medem tempo como nós nem
veem mundos através de olhos mortais.

Um dia, Delirium também já foi Deleite. E, embora isso tenha
sido a muito tempo, ainda hoje seus olhos têm matizes
diferentes: um é verde-esmeralda bem vivo, salpicado de pontos
prateados que se movem incessantemente; o outro é do mesmo azul
que esconde sangue dentro de veias mortais.

Quem pode saber o que Delirium vê através de seus olhos desiguais?

Sandman – Neil Gaiman

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Tá… quem me conhece, sabe da minha louca paixão pela Death – Morte. Tenho camisas, tenho vários edições do Sandman, imagens e enfim…

SÓ QUE, por incrível que pareça, meu primeiro contato com sandman e seus irmãos, foi lendo “Os Pequenos Perpétuos” e não com com o Sanman como normalmente acontece.

Também não é de hoje que eu me descobri apaixonada por literatura infantil. Vou postar algumas coisas “infantis” aqui.

Antes de eu me descobrir apaixonada pela Death, eu me identificava DEMAIS com a Delírium (tirando o fato dela ser a irmã caçula e outros pequenos detalhes, rs).

Foi quando eu fiz um teste no Facebook ou Twitter (@KarynK), sei lá, pra descobrir qual dos Pespétuos você é. Pela primeira vez, fiz um teste, sem tentar influenciar no resultado lendo as alternativas e… descobri que sou a Delírium…

Muito em breve, esse desenho ou outro da pequena Deliríum, que ja foi, há muito tempo, Deleite, vai estar tatuado!

🙂

“Não ria de mim, Desejo, não brinque comigo. Eu sei o que você está insinuando. Mas também sei coisas que nenhum de vocês sabe. Sei muitas coisas sobre nós, coisas que nem ele [Destino] sabe.”
Estação das Brumas, Neil Gaiman

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Ps. post ja publicado no fotolog

“RetroSPECTATIVA”

Eu ultimamente, ando tendo sonhos muito esquisitos. Gostaria muito de lembrar para contar, mas geralmente eu só lembro nos primeiros instantes após abrir os olhos, e às vezes antes disso. Mas aquela sensação de sonho ruim, que nem chegou a ser um pesadelo, fica remoendo aqui dentro.

Esse ano Poderia ter sido melhor, se não tivesse sido recheado de péssimos momentos marcantes. Conheci pessoas muito especiais, e outras inevitavelmente descartáveis. O engraçado, é que você conhece uma pessoa, tem a idéia lúdica de que se conhecem há anos, por motivos inúmeros, e chega em um ponto onde você não só se decepciona com a pessoa, mas simplesmente deleta ela da sua vida, como apenas um acontecido. Aconteceram algumas vezes comigo esse ano, e espero que seja recíproco. Acho que o pior desse ano, foi um afastamento por motivos de ritimo de vida diferente, que fez com que eu, muito por culpa do meu isolamento, não soubesse se quer notícias de algumas pessoas muito queridas.

Esse ano eu quis mudar, mas continuei a mesma. Tirei a minha máscara, revelei meu verdadeiro eu, na esperança de que os outros fizessem o mesmo, e o que aconteceu foi que o mundo muda, mas as pessoas, não. Mentiras verdadeiras, mentiras e mais mentiras, seja lá qual seja a espécie. Eu deveria pensar mais em mim, e menos nos outros, mas não é da minha natureza, aí acontece o que acontece sempre, eu dando a cara a tapa, colocando a mão no fogo, e me queimando. Tá difícil acreditar nas coisas e nas pessoas. Não sei ser metade racional, metade passional. Eu até tento ser menos coração, mas não consigo.

O ano começou enganosamente bem, e terminou verdadeiramente sem graça. Apenas eu, e a minha enorme vontade de sair por aí, viajar. Sinto saudades de pessoas que estão perto, e de pessoas que estão longe. Amigos, tenho poucos, mas amo cada um deles. Ja fui uma pessoa cheia de “amigos”. Hoje aprecio a minha solidão, e gosto de estar assim. Não estou depressiva, nem jamais pensei em algo diferente para esse fim de ano. Só espero, com todas as minhas forças, que esse ano seja melhor pra mim, que eu tenha vontade de comemorar meu aniversário, que eu nunca mais deixe de fazer ou faça alguma coisa por alguém que não seja eu. Não que eu não tenha feito algumas de minhas vontades esse ano, mas fiz pelos motivos errados. Sempre tenha certeza de que você é importante ou especial para alguém.

Amei os encontros inesperados desse ano. Pessoas que eu conheci por acaso, e se tornaram fundamentais na minha vida, mesmo eu tendo todos os meus desvios de humor. Amigos de amigos, ou apenas um esbarrão, não faz diferença.

Magoei pessoas, sendo sincera, com a melhor das intenções, mas sinceridade às vezes é demais. Eu ainda sou adepta da verdade doa a quem doer. Tenho muitos defeitos, mas odeio mentira e ingratidão, que aliás, vi muito esse ano também.

Não guardo mágoas, de ninguém, não só desse ano, mas de todos. Perdoei erros imperdoáveis, e o fim, tudo continuou na mesma. Então, reservo-me ao direito de não querer maos notícias. Mesmo que algumas pessoas que ja passaram, ainda estão passando, e ainda vão passar muito pela minha vida, pois certas pessoas não tem como se deletar, mas, as que eu posso, ja o fiz. Não me preocupo mais, não quero memso mais saber, e acho que mesmo com o passar do tempo, ainda optarei pelo silêncio. Que assim seja.

A melhor coisa que me aconteceu esse ano, por meios de força maior, foi eu ser cada dia mais feliz por ser mãe de um filho tão maravilhoso, amosoro, carinhoso, “mal criado”, peralta, bagunceiro e lindo. Eu sou feliz por ser mãe, por tudo que eu tive que deixar para trás por causa dele, e por todo dia de manhã, ele me aturar, com reméla, babada, bafo matinal, sono, me abraça, me beija e diz que eu sou a “mamãe linda dele”. Que mais eu vou querer dessa vida?! Nada merece mais o meu amor que ele, NADA e nem ninguém.

Espero que 2010 seja um ano melhor para mim, e para todos que precisam, e aproveitam o maximo que a vida tem para nos dar, se amando, e fazendo com que aquels que merecem, nos amem também.   Espero que ano que vem, eu não sente em meus problemas, simplesmente os resolva, sem muitas duvidas, nem questionamentos. apenas um caminho, o meu.

😉

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Coldplay – Viva la Vida

I used to rule the world
Seas would rise when I gave the word
Now in the morning and I sleep alone
Sweep the streets I used to own

I used to roll the dice
Feel the fear in my enemy’s eyes
Listen as the crowd would sing
“Now the old king is dead! Long live the king!”

One minute I held the key
Next the walls were closed on me
And I discovered that my castles stand
Upon pillars of salt and pillars of sand

I hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror, my sword and shield
My missionaries in a foreign field

For some reason I can’t explain
Once you go there was never
Never an honest word
That was when I ruled the world

It was the wicked and wild wind
Blew down the doors to let me in
Shattered windows and the sound of drums
People couldn’t believe what I’d become

Revolutionaries wait
For my head on a silver plate
Just a puppet on a lonely string
Oh who would ever want to be king?

I hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror, my sword and shield
My missionaries in a foreign field

For some reason I can’t explain
I know Saint Peter won’t call my name
Never an honest word
But that was when I ruled the world

Oh, oh, oh, oh, oh

Hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror, my sword and shield
My missionaries in a foreign field

For some reason I can’t explain
I know Saint Peter won’t call my name
Never an honest word
But that was when I ruled the world

PS, eu gosto muito da versão original do clipe, mas sem querer achei essa, e adorei!

Coldplay em 2010! \o/ 😀

O Beija-Flor e a Borboleta

Era um beija-flor jovem, cheio de energia e despreparado para a vida. (Os beija-flores vivem 10 anos.) Era uma borboleta recém-nascida e poronta para viver e amar. ( As borboletas daquela espécie vivem três dias.) Borboleta e beija-flor esbarraram-se, sem querer, no ar. Uma energia especial se espalhou em volta deles e comoveu a borboleta. O beija-flor estava preocupada em chupar a flor que lhe dava energia, tinha pressa e nao reparou em nada. Chegou o dia seguinte e a borboleta deu um jeito de posar na flor do beija-flor. Ele, de novo, não reparou que ela suspirava por ele. Veio o terceiro e último dia. A borboleta decidiu gastá-lo, inteirinho, com o beija-flor. Assim, ficou no seu caminho e quando ele apressado, ela se jogou na frente. O beija-flor vinha bem a uns sessenta quilômetros por hora, não teve tempo de parar e… furou a asa azul dela com o bico! A borboleta caiu no chão, suspirou feliz e morreu. O beija-flor apressado, seguiu o seu caminho.

Autora: Diléa Frate

Livro HISTÓRIAS PARA ACORDAR

Estou para postar esse texto ha meses, mas ando tão desanimada, que sempre fico com preguicinha. Me descobri apaixonada por literatura intanfil, acho que foi a maternidade, não sei.

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Ultimamente tenho ouvido muito Radiohead. E a música que não tem saído da minha cabeça é Paranoid Android. Quando eu cismo com uma banda… rs Baixei a discografia da Placebo e to terminando a dos Beatles.

Radiohead – Paranoid Android

Please could you stop the noise, I’m trying to get some rest
From all the unborn chicken voices in my head
What’s that…? (I may be paranoid, but not an android)
What’s that…? (I may be paranoid, but not an android)

When I am king, you will be first against the wall
With your opinion which is of no consequence at all
What’s that…? (I may be paranoid, but no android)
What’s that…? (I may be paranoid, but no android)

Ambition makes you look pretty ugly
Kicking and squealing gucci little piggy
You don’t remember
You don’t remember
Why don’t you remember my name?
Off with his head, man
Off with his head, man
Why don’t you remember my name?
I guess he does….

Rain down, rain down
Come on rain down on me
From a great high
From a great high…high…
Rain down, rain down
Come on rain down on me
From a great high
From a great high… high…
Rain down, rain down
Come on rain down on me

That’s it, sir
You’re leaving
The crackle of pigskin
The dust and the screaming
The yuppies networking
The panic, the vomit
The panic, the vomit
God loves his children, God loves his children, yeah

(500) Dias com ela?

Ou seria (500) Dias comigo? Complicado! Rs

Semana passada fui assistir a esse filme depois de muitas críticas positivas. Sentei durante os trailers ainda, abri minha enorme sacole de guloseimas enquanto esperava o refrigerante. Nas primeiras cenas, eu ja fiquei rindo muito com a semelhança (nada física) entre Summer (Zooey Deschanel) e essa que vos escreve. Pior que eu não fui a única a concordar. O filme inteiro ela faz umas coisas que eu faço, e age da mesma forma que eu para algumas situações, as caras que ela faz, incrível, parece que o filme foi baseado em mim e nas mudanças constantes do meu humor. Admito que, mesmo quando ela é cruel, a diferença é que eu sou mais sincera do que ela, o que me trás grandes problemas às vezes. Sou à favor da sinceridade absoluta. Isso de “mente pra mim, pra me fazer feliz” não combina nem com o que eu sou, nem com o que eu gosto que sejam comigo, só que como eu sempre digo para minha mãe “a gente não pode esperar que as pessoas sejam com a gente da mesma forma que nós somos com elas, isso nunca acontece”.

eu nem sempre fui assim… Mas se eu fosse começar a falar sobre isso, não ia dar muito certo, então voltemos a falar do filme…

O final é surpreendente, e diferente dos filmes convencionais no gênero comédia romântica, o narrador memso diz algo como “…isso não é uma história de amor…”! Enfim, eu super recomendo.

Trailer sem legenda:

Trailer com legenda:

A trilha sonora tb, prato cheio pra quem gosta de The Smiths:

1. A Story of Boy Meets Girl – Mychael Danna and Rob Simonsen
2. Us – Regina Spektor
3. There Is A Light That Never Goes Out – The Smiths
4. Bad Kids – Black Lips
5. Please, Please, Please Let Me Get What I Want – The Smiths
6. There Goes The Fear – Doves
7. You Make My Dreams – Hall & Oates
8. Sweet Disposition – The Temper Trap
9. Quelqu’un M’a Dit – Carla Bruni
10. Mushaboom – Feist
11. Hero – Regina Spektor
12. Bookends – Simon & Garfunkel
13. Vagabond – Wolfmother
14. She’s Got You High – Mumm-Ra
15. Here Comes Your Man – Meaghan Smith
16. Please, Please, Please Let Me Get What I Want – She & Him


Ps. Eu gostaria MUITO de uma camiseta promocional igual a que ele ta usando na foto! >.<